Terceira carta, à igreja de Pérgamo (Apocalipse 2:12-17) 

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Terceira carta, à igreja de Pérgamo.jpg12 E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve:  isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: 13 Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. 14Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, que ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. 15Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço. 16Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca. 17Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (Apocalipse 2:12-17).

  1. “E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios”.

 Não há nenhum vestígio no Novo Testamento, sobre quem era o “anjo” (pastor) da igreja de Pérgamo nos dias em que esta carta foi enviada, visto que, o Novo Testamento não cita nominalmente a igreja de Pérgamo, a não ser aquilo que é depreendido do texto em foco. Porém, pela descrição bíblica pensamos ser um cristão pertencente a Igreja Primitiva. Foi ele, sem dúvida, o substituto de “Antipas”, a fiel testemunha de Cristo (v.13).

PÉRGAMO. O nome significa “alto” ou “elevado”.

Situação Geográfica: no pequeno Continente da Ásia Menor. O nome “Pérgamo” estava relacionado a “purgo”, isto é, “torre” ou “castelo”.

Geograficamente, ocupava importante posição, próxima do extremo marítimo do lago Vale do Rio Caico. Para os intérpretes históricos, a palavra “Pérgamo” leva outro sentido, isto é, invés de “torre” ou “castelo”, traduzem a palavra por “casada”. Historicamente, nos fins do primeiro, segundo e terceiro século, especialmente mediante o gnosticismo libertino, e, profeticamente, na época de Constantino, houve uma espécie de “casamento” entre a igreja e o estado. Sua suposta significação de “casada”: segundo se diz, deriva-se disso.

A espada aguda. Para o ambiente carregado e adverso de Pérgamo, este é o traço do auto-retrato de Cristo: “aquele que tem a espada aguda de dois fios”. No original, o vocábulo “espada”, neste versículo, refere-se a um tipo especial de espada, pesada e longa, usada pelos romanos (porque não queriam apenas ferir, queriam matar). Esta espada do versículo em foco é a mesma que vimos no versículo 16 do primeiro capítulo deste livro. A diferença é que, aqui, o artigo definido (a) determina que “a espada”, é a mesma da passagem citada.

Espada na simbologia profética das Escrituras Sagradas, representa castigo ou guerra. Ela distingue vencido de vencedores.

  1. “Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”.

 “…O trono de Satanás”. No Apocalipse fala-se muito a respeito de Satanás.

As diversas denominações diabo, caluniador (Ap 2.10; 12.9; 12; 20.2, 10), Satanás, adversário (Ap 2.9, 13; 24; 3.9; 20.2, 7), antiga serpente (Ap 12.9; 20.2), acusador de nossos irmãos (Ap 12.10) definem bem sua obra negativa.

No presente texto, fala-se do seu “trono”. Isto é, lugar onde Satanás exerce autoridade, como se fora rei. “A palavra “trono” (no grego hodierno, “thronos”), é usado no Novo Testamento como sentido de “trono real” (Lc 1.32, 52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (cf. Mt 19.28 e Lc 22.30). Também há alusão aos “tronos” de elevados poderes angelicais, ou aos governantes humanos”. A possível referência atribuída ao “trono de Satanás” nesta passagem, pode ser (conforme alguns comentaristas) a COLINA que havia por trás da cidade, com 300 metros de altura, na qual havia muitos templos e altares dedicados com exclusividade à idolatria. Essa colina podia ser um monte ou o “trono de Satanás”, em contraste com o “Monte de Deus” (cf. Is 14.13 e Ez 28.14, 16).

Existe outra possível interpretação sobre o “trono de Satanás”. Vejamos a seguir: “A invasão da cidade de Pérgamo, é atribuída ao monarca Eumenes II (197 d. C.). Foi esse rei (segundo Plínio) criou uma biblioteca em Pérgamo, (cujo nome deriva-se de pergaminho) que chegou a atingir 200.000 volumes, e quem libertou Pérgamo dos invasores bárbaros. Para comemorar, ergueu em honra a Zeus o “altar monumental” com 34 por 37 metros, cujas fundações em ruínas, ainda podem ser vistas hoje. Esse altar pode ser “o trono de Satanás” do presente versículo. ”

Ainda nos dias de Antipas. Nada se sabe de certo acerca desse personagem, exceto aquilo que poderia ser depreendido do texto em foco. As Escrituras não entram em detalhes sobre a biografia desta testemunha do Senhor na cidade de Pérgamo. A palavra grega para “testemunha” no dizer de G. Ladd é “martys”, que mais tarde ficou com a conotação de mártir.

O testemunho mais eficiente do cristão é ser fiel ao seu Senhor até à morte e ao martírio. Antipas foi uma delas! Para aqueles que interpretam o livro do Apocalipse do ponto de vista histórico, acham que o antropônimo “Antipas”, no grego hodierno “Anti-pas”, tratava-se da forma contraída de “Antipater”, que poderia ser traduzido com a forma “Anti-papa”. Assim, o seu nome pode ter sido profético, e significa: “Aquele que se opõe ao Papa”.

Esta linha de pensamento aceita que as letras que formam a palavra “Antipas” tenham esse sentido. Para nós, este ponto de vista, não combina com a tese e argumento principal, a razão é por que Antipas foi morto antes do ano (96 d. C.), e o sistema papal só veio a existir séculos depois. Aceitamos ter sido Antipas um homem de origem Iduméria. Este servo de Deus, uma vez convertido ao cristianismo em Jerusalém, sentido a chamada de Deus, e em razão de ser conhecido pessoal do Apóstolo João, foi servir como bispo na cidade de Pérgamo.

Existiam naquela igreja, segundo o texto divino, duas falsas doutrinas: a de Balaão e a dos nicolaítas.

Antipas como sendo uma testemunha de Cristo, ousou desafiar sozinho e selar seu testemunho com seu próprio sangue opondo-se a este “sistema nocivo”.

Simeão Metafrasta, diz que Antipas, o bispo de Pérgamo, foi colocado dentro de um boi feito de bronze, e a seguir foi aquecido ao rubro. Seu corpo foi literalmente, cozido, na chama abrasadora.

  1. “Mas umas poucas de coisas tenho contra ti; porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, par que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem”.

 “…A doutrina de Balaão”. Na Epístola de Judas (versículo 11): há referência a três homens caídos do Antigo Testamento: “Caim… Balaão… e Core” (cf. Gênesis capítulos 16, 22, 23, 24). Nos dias neotestamentários seus nomes são tomados como figuras expressivas dos falsos ensinadores que, segundo se diz, entrariam no “seio” da Igreja Cristã (cf. 2 Pd 2.15). No texto em foco, é-nos apresentada: “a doutrina de Balaão”.

As características dos seguidores desta “doutrina” são:

(a) Olho mau: malícia.

(b) Espírito orgulhoso: egoísmo.

(c) Alma sensual: imoralidade.

Em Apocalipse 2.14 encontramos a expressão “doutrina de Balaão”. Por conseguinte, existem; o caminho de Balaão. 2Pd 2.15, o erro de Balaão. 2Pd 2.15a e, ainda o prêmio de Balaão, Judas v. 11.

A doutrina de Balaão, que também se transformou no seu erro, era que, raciocinando segundo a moralidade natural, e assim vendo erro em Israel, ele supôs que Deus, justo que era teria de amaldiçoá-lo.

No tocante, ao “caminho de Balaão”, diz Scofield: “Balaão (Nm capítulos 22 a 24), foi o típico profeta de aluguel, ansioso apenas por mercadejar com o dom de Deus. Este é “o caminho de Balaão” (2 Pd 2.15) ”.

No tocante a “doutrina de Balaão”, continua Dr. C. I. Scofield: “A doutrina de Balaão” era o seu ensino a Balaque, rei dos moabitas no qual ensinava Balaque a corromper o povo Israelita, o qual não podia ser maldito (cf. Nm 22.5; 23.8; 31.16), tentando-o a se casar com mulheres moabitas, contaminando assim seu estado de separação para Deus.

As características dos seguidores de Balaão, são: Se alguém tem olho bom, alma humilde, espírito manso, então é discípulo de Abraão, nosso Pai. Mas se alguém tem olho mau, alma jactanciosa e espírito altivo, é dos discípulos de Balaão.

A se prostituíssem. No grego moderno a palavra (ponêros) cujo significado é (mau, de natureza ou condição má; num sentido ético: mau, ruim, iníquo) descreve bem os de Pérgamo, os quais tinham dificuldade de ser (haplous) (perfeito).

Balaão não só foi profeta mercenário; mas além de tudo lançou dois “tropeços” mortais contra o povo de Deus (cf. v. 14). Um desses tropeços consistia em seu mau “caminho” (o da rebelião), Nm 22.32. O próprio Deus disse dele: “…o teu caminho é perverso diante de mim”.

O segundo tropeço que Balaão pôs diante dos filhos de Israel no deserto foi, o da “prostituição” (cf. Nm capítulo 25). A palavra grega aqui usada, “pornéia”, ela alcança todas as formas de imoralidades, porquanto é usada tanto nos ensinos dos profetas, como dos Apóstolos, e de um modo especial nos ensinos de Jesus, para indicar as “formas” dessa prática de infidelidade contra a santidade e a moral.

  1. “Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas: o que eu aborreço”.

“…doutrina dos nicolaítas”. No versículo 14 deste capítulo, encontramos a “doutrina de Balaão”, aqui agora, a “doutrina dos nicolaítas”. É possível observar que na igreja de Éfeso, o Senhor Jesus aborrecia “as obras dos nicolaítas” (2.6 e ss), aqui na igreja de Pérgamo, ele aborrece a sua “doutrina”.

  1. “Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca”.

 “…com a espada da minha boca”. No capítulo 19.19 deste livro, o famoso guerreiro (Jesus) trará também uma poderosa Espada. Ali é dito por João, que ela está afiada. Paulo, o Apóstolo nos dá a interpretação sobre isso dizendo: “A espada é a palavra de Deus” (Ef 6.17), e em (2Ts 2.8), ela é chamada, exatamente: “o assopro da sua boca”.

  1. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.

 “…comer do maná escondido”. Os gnósticos ofereciam “vantagens abertas”, mediante suas práticas imorais, seus prazeres e a satisfação da parte carnal do homem. Cristo oferece-nos aquilo que está oculto a maioria dos homens: o maná escondido! Para a igreja de Pérgamo o Senhor faz, ao vencedor, uma tríplice promessa: comer do maná escondido, receber uma pedra branca, e um novo nome. O “maná” era um tipo de Cristo, o pão da vida (Jo 6.48), ele caía no deserto, mas não era do deserto (Êx 16.35); Cristo, estava no mundo, mas não era do mundo (Jo 17.16).

Uma pedra branca. Sobre esta “pedra branca” do texto em foco, há muitas opiniões e formas de interpretações:

(a) Conferia-se a pedra branca a um homem que sofrera processo e fora absolvido, o qual como prova de sua absolvição levava, então, consigo a pedra branca para provar que não cometera o crime que se lhe imputara. “Assim, a “pedrinha branca” alude a uma antiga prática judicial da época de João: quando o juiz condenava a alguém, dava-lhe uma pedrinha preta, com o termo da sentença nela escrito; e, quando impronunciava alguém, dava-lhe uma pedrinha branca, com o termo da justificação nela inscrito”.

É evidente que que os cristãos de Pérgamo compreendiam muito bem a aplicação em foco, e as que se seguem.

(b) Era também concedida ao escravo liberto e que agora se tornara cidadão da província. Levava a pedra consigo para provar diante dos anciãos sua cidadania.

(c) Era conferida também a vencedor de corridas e de lutas, como prova de haver vencido seu opositor. Sempre que este competidor conseguia ouvia-se dizer: “correu de tal maneira que o alcançou” (cf. 1Co 9.24b). Isto podia significar tanto uma “coroa de louro” ou uma pedrinha branca”.

(d) A pedra da amizade: Dois amigos poderiam, como sinal de amizade, partir uma pedra branca pelo meio, e cada um ficava com a metade. Ao se encontrarem, a pedra era refeita, e a amizade continuaria.

(e) Também era conferida ao guerreiro, quando de volta da batalha e da vitória sobre o inimigo. Esta forma de interpretar o texto, se coaduna bem a tese principal. Nesta passagem, a pedra branca será entregue ao “Vencedor” do inimigo de Deus e dos homens: o diabo (12.11).

Um novo nome. O nome em toda a extensão das Escrituras tem profundo significado. Ele exprime a realidade profunda do ser que o carrega. Por isso a criação só está completa no momento em que lhe é colocado o nome (cf. Gn 2.19).

O nome pessoal de Deus é YHWH, que significa, “Eu sou”, exprime sua realidade de Ser eternamente (Êx 3.13 e ss).

Eliminar o nome é suprimir a existência (cf. 1Sm 24.22; 2Rs 14.27; Jó 18.17; Sl 83.5; Is 14.22; Sf 1). Do ponto de vista divino, o nome de Deus é o nome por excelência, (Zc 14.9). No presente texto, a promessa de um novo nome é reafirmada, no capítulo 3.12 deste livro. Esse nome que a Igreja receberá da parte de Cristo, é sem dúvida, “um nome social”. Isto, se dará, provavelmente, logo após a celebração das bodas do Cordeiro.

Esse nome conferirá à Noiva a condição de “esposa, mulher do Cordeiro” (cf. Is 56.5; Jr 15.16; Ap 2.17; 3.12; 19.12).

Não deve ser “Hephzibah” (meu regozijo está nela); nem “Beulah” (casada), (Is 62.4) pois esse nome é de Sião.

Só uma coisa é certa: esse novo nome é uma grande bênção de Deus! (Gn 12.2 e 17.5).

 

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PORQUE JESUS FOI BATIZADO?

Porque Jesus foi batizadoClique na imagem e veja o vídeo.

1 E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, 2 E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. 3 Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. 4 E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. 5 Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão; 6 E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. 11 E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. 12 Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. 13 Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? 15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu. 16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. 17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mateus 3, 1 – 17).

Porque Jesus foi batizado?

  • Para cumprir toda a justiça
  • Para ser Manifestado a Israel como o Messias
  • Para gabaritar o trabalho missionário de João Batista.

 

O Batismo de Jesus autorizaria o trabalho missionário de João Batista.

Ao se batizar Jesus estaria antecipando (por assim dizer) o fato de que ele tomaria nosso lugar (seria contado com os pecadores – Isaías 53:12), e se faria pecado por nós, para que nós fossemos feitos JUSTIÇA DE DEUS.

“Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercede” (Isaías 53:12 (ARC95).

“Para cumprir toda a justiça”

  1. “O Salário do pecado é a morte” – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. ” (Romanos 6:23).

Portanto é justo que o pecador representado em Cristo morresse (mesmo que em figura pelo batismo) já que Jesus não tinha pecado!

  1. Como homem era justo que Jesus desse o Exemplo, batizando-se.
  2. É justo reconhecer Deus como Santo e nós como pecadores (está foi a mensagem de Jesus ao se batizar).

 

Notas:

Após o batismo nas águas o Espírito Santo veio sobre Jesus.

Após o batismo nas águas Deus se referiu a Cristo como filho.

ELE NÃO É O ARQUITETO DO UNIVERSO

Ele não é o Arquiteto do UNIVERSO
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ELOHIM – O DEUS CRIADOR

Quatro Palavras importantes aparecem na criação: criou – façamos – haja – produza.

 No Hebraico é: Bará  –   Aseh  –  Yehy – Totsê.

BËRESHYT BÅRÅ ELOHYM ET HASHÅMAYM VËET HÅÅRETS  (Gênesis 1:1).

NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA (Gênesis 1:1).

  • Todas estas palavras quando avaliadas etimologicamente revelam o ato e o poder criativo de Deus, que cria tudo “Ex nihilo”[1].
  • A Bíblia revela vários nomes (codinomes[2]) de Deus. Esses nomes expressam a experiência que as pessoas tinham com Ele. Mas só um é seu nome próprio (YHWH). Em relação a este nome Deus é conhecido como:
  1. e) YHWH – Ex. 3:14-15 – “Eu Sou” – O nome revelado a Moisés. Expressa a relação de Deus com o povo de Israel. Derivado da raiz do verbo hebraico “ser” (haya).

YHWH significa “eu sou”.

Indica O DEUS PRESENTE (a presença de Deus foi garantida a Moisés – Ex. 3:12-14))

O DEUS LIVRE ou A LIBERDADE DE DEUS; A ETERNIDADE DE DEUS; O DEUS DA ALIANÇA (Ex. 19:1-8).

YHWH (EU SOU), indica um Deus soberano (aquele que não necessita pedir autorizar para agir) que age por seu próprio poder, o “Ell Shaday”.

Quando na necessidade o povo o conhecia como “YHWH YRËEH” (JIREH) – Gen. 22:13-14 – “O Senhor Proverá”. Surge da experiência profunda de Abraão com Deus e de sua fé inquestionável num momento de dura provação.

  1. g) YHWH NISSI – Ex. 17:15 – “O Senhor é Minha Bandeira”. Surge da experiência do povo hebreu com Deus, onde Ele atua como aquele que luta e vence pelo seu povo.
  2. h) YHWH SHALOM – Jz. 6:23,24 – “O Senhor é Paz”. Livre da condenação da morte pela consciência de que vendo Deus o homem morreria, Gideão entende que Deus não se interpõe como inimigo do homem, mas como aquele que busca um relacionamento harmonioso.
  3. i) Na guerra YHWH TSSAVAÓTCH – 1 Sm 1:3 – “O Senhor dos Exércitos”. É o nome expresso na experiência de Elcana e Ana que, embora não tivessem filhos, serviam a Deus de contínuo, expressando a submissão àquele que comanda os exércitos dos céus e da terra e, portanto, é soberano e a Ele servimos incondicionalmente.
  4. j) YHWH MACCADESHKEM – Ex. 31:13 – “O Senhor que te Santifica”. Na experiência do povo hebreu com Deus, ficou claro que Deus é santo e esse lhe é um atributo próprio, porém comunicável aos homens e só pela sua absorção chegamos diante de Deus.
  5. k) YHWH RAAH – Sl. 23:1 – “O Senhor Meu Pastor”. Expressa a dependência do homem e o grande amor e poder de Deus.
  6. l) YHWH TSIDKENU – Jr. 23:6 – “O Senhor Justiça Nossa”. Jeremias, na sua vidência de profeta, antevê o Renovo que procede de Davi como aquele que justificaria o povo de Israel. Esse é um atributo que diz respeito à justiça de Deus e suas exigências. Esta é uma profecia messiânica que mostra em quem a justiça de Deus seria satisfeita a fim de justificar os pecadores.
  7. m) YHWH ‘EL GMOLAH – Jr. 51:56 – “O Senhor Deus da Recompensa”. O Senhor, por causa da sua justiça, é justo juiz. Seus juízos são perfeitos e estão relacionados ao seu amor, santidade e justiça.
    n) YHWH NAKEH – Ez. 7:9 – “O Senhor que Fere”. O pecado suscita a ira de Deus e os seus juízos contra os ímpios e rebeldes. A Deus pertence a “vingança” pois seus juízos são perfeitos.
  8. o) YHWH SHAMMAH – Ez. 48:35 – “O Senhor que Está Presente”. Pressupõe a onipresença de Deus.
    p) YHWH RAFÁ – Ex. 15:26 – “O Senhor que te Sara”. Sua soberania e seu poder fazem dele o médico dos médicos, pois, como Criador, conhece a natureza humana totalmente.
  9. c) EL ELYON – Gen. 14:20 – “Deus Altíssimo”. Não traduz a ideia de espaço, pois Deus é onipresente, mas traduz o conceito de transcendência, superioridade, soberania, distinção.
  10. d) EL SHADDAI – Ex. 6:3 – “Deus Todo-Poderoso”. Revela o ser ilimitado no poder e que corresponde ao atributo da onipotência. Este nome foi manifestado pelo próprio Deus, antes de revelar-se como YHWH. Com exceção do nome revelado a Moisés, todos os demais nomes derivados de YHWH partem da relação do homem com Deus que, devido às ações de Deus, vão cada vez compreendendo a natureza, a essência e o ser de Deus.
  • Mas o nome que vai servir de base para esta preleção é:

  1. ELOHIM – Gen. 1:1 – plural de “EL”. É usado sempre com o verbo no singular. Expressa a relação de Deus com o universo e com os povos não israelita.

ELOHIM revela Deus como criador, diferente de YHWH que pretende significar um Deus salvador.

Expressa Deus como criador “ELOHIM” não quer significar o plural deuses, mas a forma “plural majestática” no hebraico, significando a profundidade, grandeza e sublimidade do ser ao qual se refere.

AVALIANDO AS PALAVRAS HEBRAICAS DA CRIAÇÃO –   BARÁ –   ASÊH –  YEHY – TOTSÊ.

BËRESHYT BÅRÅ ELOHYM ET HASHÅMAYM VËET HÅÅRETS  (Gênesis 1:1).

“No princípio criou Deus os céus e a Terra”.

Segunda Palavra importante na criação – yatser

Transliteração: le yatser = E formou
Tradução: manufaturar, produzir.

Segunda Palavra importante na criação Gen. 1,26 – Aseh

Tradução: fazer, realizar;

  

Terceira Palavra importante na criação Yehy

Transliteração: hayah
Tradução: ser, existir, estar, acontecer, tornar-se, haver

 

Quarta Palavra importante na criação Totsê

Tradução: Produzir, tirar, fazer sair; expulsar

 

ELE NÃO É O ARQUITETO DO UNIVERSO

A viagem filosófica da humanidade começa 624 anos antes de Cristo com o pré-Socrático Tales de Mileto.

OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

Desenvolverem seu pensamento antes de Sócrates, e possuíam uma só temática: a physis. A “physis”, a “matéria infinita e eterna, que constitui a gênese (origem) e o fundamento de todas as coisas”, não era concebida pelos pensadores gregos como dissociada da Alma Universal, Razão Universal ou Logos.

Os pré-socráticos buscavam a origem natural do universo, as transformações que ocorriam nele e seu destino.

Os pré-socráticos se originaram em Mileto, Éfeso, Samos, Clazômena, Crotona, Tarento, Eléia, Agrigento e Trácia.

DENTRE OS FILÓSOFOS DESSA ÉPOCA, PODE-SE DESTACAR:

Leucipo: Atomista, acreditava na origem do universo por meio dos átomos.
Demócrito: Também atomista, acreditava na origem do universo por meio dos átomos. 

Tales de Mileto: Era monista, acreditava na origem de todas as coisas por meio da água. 
Anaximandro: Também monista, acreditava na origem de todas as coisas por meio do indeterminado. 
Anaxímenes: Também monista, acreditava na origem de todas as coisas por meio do ar. 
Pitágoras: Originou o pitagorismo, escola filosófica e seita política, religiosa e moral. 
Heráclito: Também monista, acreditava na origem de todas as coisas por meio do fogo. 
Parmênides: Escrevia em forma de versos e acreditava no ser uno, eterno e imóvel. 
Zenão: Também monista, destaca-se pelas suas dificuldades racionais em relação a críticas do pluralismo.
Empédocles: Pluralista, acreditava na origem de todas as coisas por meio dos quatro elementos: terra, água, ar e fogo. 
Anaxágoras: Também pluralista, acreditava na origem do universo pelos quatro elementos.

As escolas atomistas, monista, e pluralista investigavam a matéria existente, portanto as filosofias tratam da matéria eternamente existente, não são criacionistas, principalmente a filosofia platônica que vê a matéria como eterna. No cristianismo, porém, a matéria é criada pelo Deus criador “ELOHIM”.

 

PERÍODO SOCRÁTICO

VAMOS DESTACAR PLATÃO

Platão escreveu, principalmente, na forma de diálogos.

Escritos de Platão considerados autênticos, em ordem cronológica são os seguintes:

1. Hípias menor: trata do agir humano;
2. Primeiro Alcibíades: trata da doutrina socrática do auto-conhecimento;
3. Segundo Alcibíades: trata do conhecimento;
4. Apologia de Sócrates: relata o discurso de defesa de Sócrates no tribunal de Atenas;
5. Eutífron: trata dos conceitos de piedade e impiedade;
6. Críton: trata da justiça;
7. Hípias maior: discussão estética;
8. Hiparco: ocupa-se com os conceitos de cobiça e avidez;
9. Laques: trata da coragem;
10. Lísis: trata da amizade/amor;
11. Cármides: diálogo ético;
12. Protágoras: trata do conceito e natureza da virtude;
13. Górgias: trata do verdadeiro filósofo em oposição aos sofistas;
14. Mênon: trata do ensino da virtude e da rememoração (anamnese);
15. Fédon: relata o julgamento e morte de Sócrates e trata da imortalidade da alma;
16. O Banquete: trata da origem, as diferentes manifestações e o significado do amor sensual;
17. Fedro: trata da retórica e do amor sensual;
18. Íon: trata de poesia;
19. Menêxeno: elogio da morte no campo de batalha;
20. Eutidemo: crítica aos sofistas;
21. Crátilo: trata da natureza dos nomes;
22. A República: aborda vários temas, mas todos subordinados à questão central da justiça;
23. Parmênides: trata da ontologia. É neste diálogo que o jovem Sócrates, a personagem, defende a teoria das formas que é duramente criticada por Parmênides;
24. Teeteto: trata exclusivamente da Teoria do Conhecimento;
25. Sofista: diálogo de caráter ontológico, discute o problema da imagem, do falso e do não-ser;
26. Político: trata do perfil do homem político;
27. Filebo: versa sobre o bom e o belo e como o homem pode viver melhor;
28. Timeu: trata da origem do universo.
29. Crítias: Platão narra aqui mito de Atlântida através de Crítias (seu avô). É um diálogo inacabado;
30. Leis: aborda vários temas da esfera política e jurídica. É o último (inacabado), mais longo e complexo diálogo de Platão;
31. Epidômite: Cartas (dentre as quais, somente a de número 7 (sete) é considerada realmente autêntica)

A TRINDADE PLATÔNICA

A forma como Platão via o KOSMOS é como se segue:

Platão acreditava numa TRINDADE: O Demiurgo – Ideias arquétipas – Matéria eterna.

Platão concebe a existência desses três elementos eternos, os quais caracterizam sua ontologia[3]:

– Ideias arquétipas

A Teoria das ideias de Platão é fundamentada na hipótese de que o homem viveu em um mundo espiritual e está como que de castigo aqui na terra, assim o corpo é apenas uma prisão do espírito. Como somos espíritos prisioneiros de um corpo, o ato de pensar e conhecer é reflexo daquilo que já conhecemos, ou seja, herança do mundo espiritual.

Eu não conheço um objeto porque o identifico como tal devido a ensinamentos de meus pais e da sociedade, mas o conheço porque relembro da imagem dele que está gravada em minha ideia. (Nessa ideia preexistente as coisas são arquétipas – perfeitas).

Platão concebe a existência de todas as ideias num mundo separado, o mundo dos inteligíveis, situado na esfera celeste.

– O Demiurgo

– Demiurgo, é o organizador de todas as coisas, a causa inicial, aquele que iniciou a cadeia de acontecimentos do universo. O mundo material (o cosmos platônico) resulta da síntese das ideias e da matéria.

Segundo Platão o Demiurgo plasma (modela) o caos da matéria preexistente no modelo das ideias eternas, introduzindo no caos a alma (princípio de movimento e de ordem). O Demiurgo trabalha da desordem para a ordem. Na visão Platônica ele é só um “arquiteto” que coloca as coisas preexistentes no seu lugar.

A filosofia cristã do início da Idade Média, essencialmente neoplatônica, vê o Demiurgo como um paralelo do Deus criador bíblico.

O Demiurgo platônico é diferente do Deus cristão e está mais para uma “inteligência cósmica”, criadora da Ordem no Universo, do que para uma divindade.

Suas ideias arquétipas. Segundo Platão, são eternas, reais, universais; elas correspondem aos números arquétipos de que falam os pitagóricos, a partir dos quais Platão formulou sua doutrina.

Segundo Platão, Deus enquanto organizador do mundo, é um demiurgo (um artista, produtor) atuando sobre a matéria eterna, e imprime nessa matéria os arquétipos como sombra das ideias eternas.

Segundo Platão Deus é conceituado com um artista, que se orienta por uma ideia preexistente (Ideias arquétipas).

No pensamento platônico Deus surge como primeiro motor (alma do universo) e como organizador do mundo (demiurgo). Mas o Deus dos hebreus e dos cristãos não é Demiurgo, não é arquiteto, não é artista, é criador!

[1] Expressão do latim que significa “a partir do nada”, (ex=do nihil=nada).

[2] Codinome – é uma designação que se dá a produtos ou pessoas quando estes não dispõem de um nome que os associe ao meio onde operam, ou que ainda não foram tecnicamente batizados, ou quando não se pretende revelar a verdadeira identidade – especialmente verdade em operações militares secretas ou em espionagem.

[3] Ciência do ser em geral. Em Filosofia é a Parte da metafísica que estuda o ser em geral e suas propriedades transcendentais.

Por Pastor Luiz Antonio

Interpretando o Apocalipse

Explicando o Apocalipse 1,1Acompanhe o estudo do Apocalipse no nosso canal do Youtube. Inscreva-se no botão ao lado.

O Apocalipse de João é um dos livros mais difíceis de entender em toda a Bíblia, por isso traz um incentivo de benção aos que leêm suas páginas: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. (Ap. 1,3).

Você é bem-aventurado por estar lendo estas páginas que foram dedicadas a desvendar as revelações deste enigmático livro.

Nossa empreitada começará com a:

“REVELAÇÃO de Jesus Cristo, qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”. Apocalipse 1:1

Numa visão hierárquica a revelação se dá assim:

  1. Deus
  2. Jesus Cristo
  3. seu anjo
  4. João seu servo
  5. seus servos

“…Revelação de Jesus Cristo”. O vocábulo português “revelar”, vem do latim “revelare”, e é a tradução do termo hebraico “gãlô” e do termo grego “apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis/revelação), que corresponde a “gãlô” na Septuaginta e no Novo Testamento.

Os escritores clássicos traduziram a palavra “apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com esse sentido, em razão de o verbo “revelar”, que frequentemente é empregado nas Escrituras ter este sentido. (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).

A revelação tem 3 pontos principais:

  1. A revelação de Deus informa aos homens o que ele está fazendo (presente),
  2. O que fará (futuro).
  3. E o que ele requer que os homens façam (presente/futuro).

A Composição do Livro

O livro se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas.

“A raça humana está teologicamente dividida em três partes: judeus, gentios e a Igreja e a Bíblia tem, uma mensagem para cada uma das três.

O Antigo Testamento tratou dos judeus e dos gentíos, sem mencionar a Igreja específicamente.

O Novo Testamento dá a mensagem especificamente para a Igreja, Já no último livro da Bíblia temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja.

Encontramos a Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e as nações gentílicas no fim.

O número sete com seus simbolismos é bem presente no livro.

  1. Há sete cartas para sete igrejas, capítulos 1 a 3.
  2. Sete selos num livro que se encontra na mão direita de Deus, capítulo 5.
  3. Sete trombetas que anunciarão estranhos castigos, capítulos 8 a 11.
  4. Sete castiças de ouro nas mãos de Jesus, capítulo 1.
  5. Sete anjos (agentes humanos), capítulo 1.20…
  6. Sete anjos (agentes divinos), capítulos 8 a 16.
  7. Um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, capítulos 1.4 e 4.5.
  8. Sete trovões, capítulo 10.3.
  9. Há também referência de um grande dragão vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo 12.3.
  10. A Besta semelhante ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13.
  11. No capítulo 17 do livro é-nos dito que a Besta tem “sete cabeças”.
  12. Há também “sete montes” e “sete reis”, capítulo 17.9-10.

                                                                          Por Pastor Luiz Antonio

Melquisedeque não era um anjo!

O sacerdócio de Melquisedeque era figura do sacerdócio eterno de Cristo.

(Clique na imagem e veja o vídeo)

Melquisedeque não era um Anjo

 1Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; 2a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça (Malkiy-Tzadeq) e depois também rei de Salém, que é rei de paz; 3sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. 4Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. 5E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham descendido de Abraão. 6Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. (Heb 7, 1-6).

Melquisedeque (em hebraico מַלְכִּי־צֶדֶק / מַלְכִּי־צָדֶק, transl. Malkiy-Tzadeq, “meu rei é justiça” ou rei de justiça) é o personagem bíblico do livro de Gênesis que abençoou Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim.

É descrito como o rei de Salém (Malkiy- Shalém), pelo que se sabe do relato bíblico, não deixou descendência, nem sua genealogia foi registrada ou contada.

Melquisedeque é venerado pelo cristianismo, sua festa é no dia 26 de agosto na Igreja Católica.

Melquisedeque na Bíblia

Apesar das raras referências a ele na Bíblia, o Livro Sagrado refere-se a Melquisedeque como um sábio rei de uma terra chamada Salém e “sacerdote do Deus Altíssimo.”

Melquisedeque abençoa a Abrão.

 

18E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. 19E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; 20e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo. (Gênesis 14:18).

No Novo Testamento, Melquisedeque é comparado (tipologicamente) a Jesus, de quem é dito ser Sacerdote Eterno “segundo a ordem de Melquisedeque” (Epístola aos Hebreus).

Segundo o texto do Pentateuco, Melquisedeque foi o rei da cidade de Salém (que significa “paz”), a qual se acredita ter sido a cidade posteriormente conhecida por Jerusalém.

Melquisedeque teria tido importância no direcionamento de Abraão – o primeiro registro bíblico da doação de dízimos decorre desta ocasião.

Abraão e Melquisedeque seriam, portanto, contemporâneos, de acordo com as narrações bíblicas.

Destaca-se na sua história a ausência de menções (comuns nos registros bíblicos) a seus antepassados.

Como se pode interpretar de alguns versos (Hebreus 7:3) “3sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre”, Melquisedeque fora um homem sem genealogia, sem filhos ou parentes conhecidos.

O lugar onde seu corpo jaz também é ignorado. Estas características, para a teologia, significam que Melquisedeque seria uma figura do próprio Cristo, nada mais!

A semelhança de Melquisedeque com Cristo deve ser encarada apenas como tipologia. Querer colocar a existência de Melquisedeque como “teofania de Cristo”[1] beira à MITOLOGIA.

MITOLOGIA[2] – Diz-se que não teve ascendência nem descendência, a quem a história atribui-lhe características sobre humanas, divina. Alguém de enorme valor que instruiu os povos e lhes deu a civilização.

MITO – Relato fantástico de tradição oral, geralmente protagonizado por seres que encarnam as forças da natureza e os aspectos gerais da condição humana; lenda. (Por ex: Poseydon o deus dos mares grego representa a força natural dos oceanos, como Zeus representa a justiça, etc. Antropologicamente falando é o relato simbólico, passado de geração em geração dentro de um grupo, que narra e explica a origem de determinado fenômeno, ser vivo, instituição, costume social, etc. (Nesse sentido é mitologia dizer que Melquisedeque seria um anjo). Representação de fatos e/ou personagens históricos, amplificados através do imaginário coletivo e de longas tradições literárias orais ou escritas.

Representação idealizada do estado da humanidade, no passado ou no futuro.

ETIMOLOGIA no latim – mȳthos ou mȳthus, fábula, história, no grego mûthos.

Ao nome Melquisedeque pode ainda ser atribuído o significado de “Rei de Justiça” em função de ser uma possível junção de mais de uma palavra do idioma hebraico, conforme explicado anteriormente. (Malkiy-Tzadeq, “meu rei é justiça” ou rei de justiça).

Cristofania

Alguns teólogos cristãos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição literal do Messias antes de seu nascimento carnal, humano. E há os que defendem que Malkiy-Tzadeq teria sido um anjo; (não o Anjo do SENHOR).

No Antigo Testamento há várias menções ao “Anjo do SENHOR” (Malach Adonay) que muitos acreditam terem sido aparições de Cristo antes de encarnar.

Para outros ainda, Melquisedeque poderia ter sido o aspecto terreno da pré-encarnação de Cristo em uma forma corpórea temporária. (Isso é espiritismo)

Outros teólogos, no entanto, acreditam que Melquisedeque teria sido apenas uma tipologia de Cristo, tratando-se, pois, de um acontecimento que Deus usou de forma didática (ou de um ensinamento) que se relaciona com as realizações de Jesus.

Na epístola aos Hebreus, o autor ensina que Melquisedeque não teve nem pai e nem mãe, nem genealogia (ascendência ou descendência).

Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também é rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. (Hebreus 7:1-3)

Na Bíblia, Melquisedeque é referido como sacerdote do Deus Altíssimo em Genesis 14:18.19, quando traz pão e vinho e recebe de Abrão o dizimo daquilo que foi conquistado, e, abençoando-o, disse:

Bendito seja Abraão, do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou teus inimigos em tuas mãos”.

Referenciado também em Salmos 110.4: “Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és um Sacerdote Eterno segundo a Ordem de Melquisedeque.”

Em Hebreus, além do já citado, temos 7:4: “Considerai, pois, quão grande era este a quem até o patriarca Abrão deu os dízimos dos despojos”.

Outras citações e explicações de Paulo, eliminam a possibilidade de ter a vida de Melquisedeque como cristofania.

                                                                                                               Por Pastor Luiz Antonio.

[1] Teofania – termo teológico para quando Deus assume uma forma humana.

[2] conjunto dos mitos de determinado povo.

 

Mene, Mene. Tequel. Parsim.

Mene, Mene Tequel Ufarsim.jpg
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Mene, Mene. Tequel. Parsim.

Essa é uma famosa frase bíblica formada por três palavras aramaicas. Segundo o testemunho das Escrituras Sagradas, foi escrita pelo que se pode interpretar como a (mão de Deus), na parede da sala de banquete do rei de Babilônia, Belsazar.

A história na integra está no Profeta Daniel capítulo 5, a data aproximada era 539 antes de Cristo. Belsazar deu um grande banquete aos grandes homens do reino e mandou que trouxesse os utensílios sagrados do Beit Há’MIquidash (o Templo de YHWH), e, naquela noite, ele e seus convidados tomaram vinho nesses utencílios de ouro e de prata, o que foi uma afronta a Deus.

Após esta afronta ao Elohim chayim (Deus Vivo), apareceu uma mão que escreveu em uma das paredes da sala: “MENE, MENE. TEQUEL. PARSIM.”

Ao ver o fenômeno, o rei Belsazar empalideceu-se de medo. Diante disso, mandou chamar os magos para que interpretassem a misteriosa frase, mas foram incapazes.

Então foi informado ao rei que o Profeta Daniel interpretara sonhos e fizera isso para Nabucodonosor, avô de Belsazar.

Daniel interpretou a frase da seguinte maneira:

MENE: Contou Deus o teu reino, e deu cabo dele;

TEQUEL: Pesado foste na balança, e achado em falta;

PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos Medos e aos Persas”.

A profecia se cumpriu naquela mesma noite. Babilônia caiu diante de Ciro o Grande, Belsazar foi morto e Dario, o Medo, assumiu o trono com 62 anos. (inicia-se a época do peito de prata a estatua das nações).

É muito provável que em sua corte o rei Belsazar tinha sábios altamente versados no idioma aramaico, mas, no entanto, incapazes de decifrar os desígnios de Deus. Até por que não conheciam o Deus dos hebreus como Daniel.

Por que Jesus amaldiçoou a figueira?

Por que Jesus amaldiçoou a figueira se não era época de frutos? 

            O episódio está relatado em Marcos 11:12-14, Marcos 11:20-23 e em Mateus 21:18-22, não aparecendo em Lucas.Porq eue Jesus amaldiçoou a figueira.jpg

O texto de Marcos está dividido em duas partes: a primeira, logo após a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém; a segunda parte, presumivelmente no dia seguinte, quando a árvore definhou, o que estimulou Jesus a falar sobre a eficácia da oração. Já Mateus apresenta o milagre como um único evento.

 

No Evangelho de Marcos:

 

12E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13Vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. 14E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isso. (Marcos 11:12-14)

20 E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes. 21 E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira que tu amaldiçoaste se secou. 22E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus, 23 porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. (Marcos 11:20-23)
   

 

 

No Evangelho de Mateus:

  18E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome. 19E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. 20E os discípulos, vendo isso, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira? 21Jesus, porém,  respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito. 22E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis. (Mateus 21:18-22)

            A exegese tradicional cristã sobre este relato inclui a afirmação da divindade de Jesus ao demonstrar a sua autoridade sobre a natureza amaldiçoando a figueira que secou-se completamente.

            O pensamento reformado tradicional afirma que este evento foi um sinal dado por Jesus sobre o fim da aliança exclusiva entre Deus e os judeus.            Sob o ponto de vista pensamento reformado tradicional, a árvore seria uma metáfora para a nação judaica, que teria uma aparência externa grandiosa (as folhas), mas não estava mais produzindo nada para a glória de Deus (faltava frutos). Esta interpretação metafórica onde Israel é interpretado como sendo a Figueira está ligada à Parábola da Figueira Estéril de (Lucas 13:6-9).

       Em Lucas, a parábola diz:

E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás. (Lucas 13:6-9).

            Era comum ver-se figueiras plantadas nos vinhedos. Nesta parábola, o dono da figueira e da vinha geralmente é considerado como a representação de Deus, o viticultor é Jesus e a Figueira é Israel.

            A parábola reflete Jesus oferecendo a Israel uma última chance para o arrependimento. O período de tempo mencionado fala de forma escatológica sobre a iminência da poda por falta de frutos; (há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho…).

            Nem Mateus e nem Marcos explicam por que Jesus esperava encontrar frutos na árvore sabendo que não era a estação de figos. Para nós que não fazemos parte da cultura daquele povo nem somos agricultores pode parecer injusto da parte do Senhor querer fruto fora da época.

            Mas os contemporâneos de Jesus (homens do campo) sabiam que se as figueiras fossem produzir frutos na época certa; antes da estação própria elas produziriam um fruto denominado “TAQSH”. Como esta não produziu, era um sinal de que ela não iria produzir fruto nenhum naquele ano. Por isso foi amaldiçoada para nos servir de exemplo.

          Quatro coisas evidentes nesse episódio:

            1 – A árvore estava frondosa, isto podia-se ver à distância. (Aparência).

            2 – Não era tempo de figos, mas (deveria produzir TAQSH).

            3 – A árvore tinha somente folhas. (Não podia alimentar pessoas).

            4 – Esse episódio ocorre próximo a Páscoa, ou seja, entre março-abril.

     Bom, mesmo fora de época, uma figueira com folhas, promete frutos!

            Marcos diz que não era tempo de figos, pois faltavam ainda cerca de seis semanas até os figos estarem totalmente formados.

            Mas quando as folhas da figueira aparecem por volta do final de março, são acompanhadas por pequenos frutos chamados pelos Árabes de TAQSH, uma espécie de precursores dos figos reais. Estes taqsh são comidos por agricultores e outros quando têm fome. Eram esses frutos que Jesus esperava encontrar na Figueira e não encontrou.

            Eles caem antes do figo verdadeiro se formar. Mas se as folhas aparecerem sem taqsh, significa que não haverá figos nesse ano.

            Por isso, ficou claro para Jesus que, a ausência de taqsh na figueira no período em que esses frutos deveriam se fazer presentes, denotava que não haveria figos no seu devido tempo.

            Por que Jesus amaldiçoou a figueira se não era época de frutos?

            A conclusão é que Jesus espera frutos de nós a todo tempo!

 

Predestinação

 

PREDESTINAÇÃO, EXISTE

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PREDESTINAÇÂO, EXISTE?

             A doutrina da predestinação é estudada dentro da matéria Soteriologia que é o estudo da salvação humana. A palavra é formada a partir de dois termos gregos Σοτεριος – “Soteria” que significa “salvação” e λογος logos/logia, que significa “palavra”, ou “estudo”.

            Cada religião oferece um tipo diferente de salvação e, portanto, possui sua própria soteriologia.

            No cristianismo a salvação é estabelecida através de Jesus Cristo. A soteriologia no cristianismo estuda como Deus ama as pessoas condenadas pelo pecado e os reconcilia consigo mesmo.

            Os cristãos recebem o perdão dos pecados, vida e salvação adquiridos por Jesus Cristo através de seu sofrimento inocente, morte e ressurreição. Esta graça da salvação é recebida sempre pela fé em Jesus Cristo, através da Palavra de Deus.

          A predestinação tem dois aspectos:

  1. Eleição: É o ato 
  2. eterno de Deus pelo qual Ele, em sua soberana vontade, e sem levar em conta nenhum mérito dos homens, escolhe um certo número deles para receberem a graça especial e a salvação eterna.

  1. Reprovação: É o decreto eterno de Deus pelo qual Ele determinou deixar de aplicar a certo número de homens as operações de sua graça especial, e puni-los por seus pecados, para a manifestação da sua justiça.
  2. Vocação: Vocação ou chamada é o ato da graça pelo qual Deus convida os homens, através de Sua Palavra, a aceitarem pela fé a salvação providenciada por Cristo.

Deus tem um Povo chamado e predestinado, mas não tem indivíduos predestinados! A predestinação se dá no corpo de Cristo, se você for parte ele será um predestinado.

(ICo.1:9; ITs.2:12; IPe.5:10; At.2:39; Rm.8:30; ICo.1:24, Gl.1:15; Ef.4:1; IITs.2:14; IITm.1:9; IPe. 2:9; 5:10).

Imagine um voo predestinado a França, todos dentro do avião estão predestinados, mas quem deixar o avião perdeu a predestinação.

             A predestinação só pode ser entendida do ponto de vista coletivo; Deus não predestina indivíduos, predestina um grupo, (a Igreja).

             Romanos 8:29-30 nos diz: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.”

            Efésios 1:5 e 11: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade… Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade.”

            A predestinação é uma doutrina bíblica. O segredo é compreender, biblicamente, o que significa. O segredo é entender que Deus nunca predestinou UMA PESSOA, mas sempre UM POVO.

            As palavras traduzidas como “predestinou” e “predestinados” nas Escrituras citadas acima vêm da palavra grega “proorizo”, que tem o significado de “anteriormente determinado”, “predestinar”, “decidir de antemão”.

            Então, predestinação é Deus determinando antes, que um grupo de pessoas estaria em conformidade com a imagem de Seu filho, sendo chamadas, justificadas e glorificadas. Deus não predetermina a salvação de uma pessoa, mas de um grupo.

            Predestinação é a doutrina bíblica de que Deus, em sua soberania, escolhe um grupo de pessoas para serem salvas.

            A objeção mais comum à doutrina da predestinação é que ela não é justa.             Por que Deus escolheria certas pessoas e não outras; mas Deus não escolhe ou escolheu pessoas (pois isso implicaria em quebrar o livre arbítrio), sendo assim, ele escolheu um grupo (A IGREJA).

           

A Páscoa Pagã

A Páscoa Pagã por Pastor Luiz Antonio

A Páscoa pagã é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua nova, após a celebração à deusa Ostara.

A Páscoa pagã está imersa nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por Satanás! Em todas as Escrituras proféticas, vemos Deus declarar seu julgamento final sobre a ímpia Babilônia! Mesmo assim, a cada ano, pastores cristãos celebram a Páscoa como se fosse uma festividade cristã.

Na verdade, esse dia deveria ser referido como “Domingo da Ressurreição” e não domingo de páscoa, de modo a fazer distinção da celebração pagã da deusa Ostara.

A deusa babilônica Ishtar é a deusa Ostara a quem a Páscoa [Easter] se refere. (Pagan Traditions of Holidays, pág. 9 – Tradições pagãs dos Feriados) diz: “na realidade, ela era Semíramis, mulher de Ninrode e a verdadeira fundadora dos mistérios satânicos babilônios”.

A Páscoa pagã [Easter, em inglês] — o Dia de Ishtar — é celebrada em várias culturas e religiões do mundo.

  1. Babilônia — Ishtar (Easter), também chamada Deusa da Lua
  2. Católicos — Virgem Maria (Rainha dos Céus)
  3. Chineses — Shingmoo
  4. Druidas — Virgo Paritura
  5. Egito — Ísis
  6. Efésios pagãos — Diana
  7. Etruscos — Nutria
  8. Alemães (antigos) — Herta
  9. Gregos — Afrodite / Ceres
  10. Índia — Isi / Indrani
  11. Judeus apóstatas antigos — Astarte (Rainha dos Céus)
  12. Roma — Vênus / Fortuna
  13. Escandinavos — Disa
  14. Sumérios — Nana

(“America’s Occult Holidays”, Doc Marquis and Sam Pollard. pg 13)

Os babilônios celebravam o dia como o retorno de Ishtar, a deusa da Primavera. Esse dia celebrava o renascimento da Natureza e da deusa da Natureza.

De acordo com uma lenda babilônica, um grande ovo caiu dos céus no rio Eufrates e a deusa Ishtar (Easter moderna) eclodiu de dentro dele. Mais tarde, surgiu uma versão que incluía um ninho, em que o ovo pôde ser incubado até eclodir. Um cesto de palha ou vime era produzido para colocar o ovo da Páscoa (o ovo de Ishtar).

A Procura do Ovo de Páscoa Escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava “renascendo”, ela concederia uma benção especial ao felizardo! Como essa era uma festividade alegre da primavera, os ovos eram pintados com as cores brilhantes da primavera.

O Coelho da Páscoa

“O totem da deusa, a lua-lebre, punha ovos para as crianças comportadas comerem… a lebre da Páscoa era a forma como os celtas imaginavam a superfície da lua cheia…” (Pagan Traditions of Holidays, pg 10).

Assim, “Easter” — Eostre ou Ishtar — era uma deusa da fertilidade. Visto que o coelho é uma criatura que procria rapidamente, ele simbolizava o ato sexual e a deusa. (É só você se lembrar da revista playboy, qual é seu símbolo?)

O ovo simbolizava “nascimento” e “renovação”; juntos, o coelho da Páscoa e o ovo de Páscoa simbolizam o ato sexual.

Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os “Ovos da Ressurreição” como parte da celebração da Páscoa.

Na melhor das hipóteses, essas igrejas estão confundindo as mentes de suas crianças, obscurecendo a linha divisória entre os símbolos pagãos e seus significados e o significado cristão do Dia da Ressurreição.

As crianças que participam dos “Ovos da Ressurreição” na igreja serão condicionadas mais tarde em suas vidas a aceitarem a tradição pagã que envolve os mesmos símbolos.

No pior caso, a igreja que participa na tradição da Páscoa pagã promovendo os “Ovos da Ressurreição” e talvez uma Procura ao Ovo de Páscoa Escondido, é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo.

“Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.” (Efésios 6:17-18).

Outros Ingredientes Pagãos

Oferendas de Páscoa — São derivadas da tradição em que os sacerdotes e sacerdotisas traziam oferendas para os templos pagãos para a deusa da primavera (Ishtar).

Eles traziam flores frescas da primavera e doces para colocar no altar da deusa que adoravam. Eles também assavam um bolo de passas, decorando-o com cruzes para simbolizar a cruz de Wotan; essas cruzes não eram originalmente a cruz de Jesus Cristo. Esse é outro caso em que Satanás falsificou uma tradição pagã que poderia mais tarde ser passada como “cristã” em uma igreja seriamente comprometida com a sincretização (Mistura).

De fato, o primeiro caso de Bolo de Frutas Secas pode ser rastreado até cerca de 1500 AC, até Cecrops, o fundador de Atenas (Marquis, pg 18).

Nas celebrações do Velho Testamento no meio do Israel apóstata, vemos mulheres irritando a Deus porque assavam esses bolos para oferecê-los em adoração à Rainha dos Céus (Jeremias 44:17-18 e Oséias 3:1).

A nota de rodapé para esse título “Rainha dos Céus” no Amplified Bible Commentary (Comentário bíblico ampliado) diz: “Uma deusa da fertilidade, provavelmente o título babilônio para Ishtar. Ela é identificada com o planeta Vênus. As oferendas para essa deusa incluíam bolos feitos na forma de uma estrela”.

Mais tarde os pagãos usaram não só a forma da estrela Pentalfa como também o bolo de frutas secas.

Outra oferenda popular a Ishtar eram as roupas novas, feitas ou compradas! Os sacerdotes usavam seus melhores trajes, enquanto virgens usavam vestidos brancos novos. Elas também usavam algo para cobrir as cabeças, como chapéus de palha ou toucas de tecido e muitas se adornavam com grinaldas de flores da primavera. Elas carregavam cestos de vime cheios de doces e alimentos para oferecerem aos deuses pagãos.

 

Quaresma

O Tempo da Quaresma é o período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã, sendo celebrado por algumas igrejas cristãs, dentre as quais a Católica, a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana. A expressão Quaresma é originária do latim, quadragésima dies (quadragésimo dia).

A Quaresma na celebração pagã era uma celebração da morte de Tamuz; a lenda diz que ele foi morto por um javali selvagem aos quarenta anos. Portanto, a Quaresma celebra um dia para cada ano de vida de Tamuz (America’s Occult Holidays – feriados ocultistas da América de Doc Marquis e Sam Pollard).

Os participantes deviam expressar seu pesar pela morte precoce de Tamuz pranteando, jejuando e se autoflagelando.

A Quaresma era também uma celebração que durava por exatamente quarenta dias antes da páscoa, (Ishtar) e outras deusas pelas seguintes culturas: babilônica, católicos romanos, curdos, mexicanos, Israel antigo.

Podemos ver a ira de Deus sobre essa celebração da Quaresma em Ezequiel 8:14-18:

14  E levou-me à entrada da porta da casa do SENHOR, que está do lado norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz. 15  E disse-me: Vês isto, filho do homem? Ainda tornarás a ver abominações maiores do que estas. 16  E levou-me para o átrio interior da casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol. (adoração ao sol é natal, como publiquei em nosso jornal de dez/2008) 17  Então me disse: Vês isto, filho do homem? Há porventura coisa mais leviana para a casa de Judá, do que tais abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. 18  Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei. (Ezequiel 8:14-18).

O julgamento de Deus sobre essa comemoração é descrito em Ezequiel 9, um capítulo que sugerimos que você leia atentamente, porque Deus declara que punirá de modo similar qualquer nação que não ouvir e obedecer seus mandamentos (Jeremias 12:17).

Compilado por Pastor Luiz Antonio.

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