Soteriologia Simplificada – Série Esboços de Pregação – Por Pastor Luiz Antonio

  • Título: Soteriologia Simplificada
  • Tema: Salvação
  • Objetivo: Mostrar o plano da salvação em 10 passos

 

INTRODUÇÃO

 “Ao contrário do que muitos pensam a salvação é totalmente possível, é um plano de Deus, um projeto que já foi executado, e que se cumpre na vida dos que acreditam!” (Pastor Luiz Antonio).

 “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4,12).

 

 DESENVOLVIMENTO

  1. A ENTRADA DO PECADOsoteriologia simplificada

REFLEXÃO – O que é o pecado?

“Pecado é qualquer carência de conformidade com a lei de Deus, ou transgressão de qualquer lei de Deus, dada como regra para a criatura racional”. (Apostila Ide & Ensinai 2º Semestre).

No hebraico e no grego originais da Bíblia o termo pecado é respectivamente: (em hebraico chatá; em grego hamártema – pecado, ação má). “Hamartia” significa “errar”, no sentido de errar ou não atingir um alvo, um ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccáto.

FRASE DE EFEITO: A ideia que temos de pecado determina a nossa ideia de salvação, portanto, errar na doutrina do pecado, é errar também na salvação.

  • Como o pecado entrou no mundo?
  • “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5: 12)
  • Qual foi o resultado para a humanidade?
  • Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 6: 23)
  • Quem resolve o problema do pecado?
  • Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. (Romanos 5: 19).
  1. A SOLUÇÃO PARA O PECADO

Visto que o pecador perdido apartado de Deus jamais poderia salvar-se, Deus aproxima-se dele oferecendo a solução. (Um justo por um pecador). Atos 4,12.

  1. O SALVADOR

O Nome Jesus, (no hebraico Yeshua) significa salvador. Só ele poderia pagar a dívida do pecado, e o fez (Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. (Colossenses 2: 14)

  1. O PROCESSO

O processo da salvação é vicário, ou seja, de substituição.

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. (Hebreus 9: 22)

O pecador morrendo pelo pecador não resolveria, mas “O Santo” morrendo pelo pecador resolve tudo.

Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; (I Pedro 3: 18).

  1. O QUE É SALVAÇÃO

É o processo no qual Cristo substitui o pecador na morte (vicariedade) mediante o arrependimento, salvando-o do inferno e perdoando os seus pecados.

A palavra salvação procede do hebraico “yeshuwah”, significando salvação, libertação, bem-estar, prosperidade e pricipalmente salvação (por Deus).  A raiz hebraica yashá`[1] e suas variações, (fora nomes próprios) aparecem mais de 350 vezes, no texto hebraico, significando salvação, mas em todas as instâncias, o contexto é livramento das mãos de inimigos e de situações perigosas ou angustiantes.

É um equivalente do grego sotéria. Porém no contexto do grego neotestamentário a palavra “sotéria” tem um alcance maior que o hebraico “y ̂eshuw ̀ah”, significando:

  • livramento, preservação, segurança, salvação
  • livramento da moléstia de inimigos
  • Em sentido ético, sotéria expressa a segurança que que o Salvador confere às almas.
  • É a salvação messiânica que todos os cristãos verdadeiros têm; se refere à salvação futura, engloba a soma de benefícios e bênçãos que os cristãos redimidos de todos os males desta vida gozarão após a volta visível de Cristo.

     6. POR QUE O HOMEM PRECISA SER SALVO

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Rom. 3: 23)

Por que agora como pecador o homem está destinado à condenação e não pode salvar-se a si mesmo.

  1. DE QUE O HOMEM SERÁ SALVO?

(Do Inferno/Condenação Eterna)

  1. A SOTERIOLOGIA DAS RELIGIÕES

Cada religião oferece um tipo diferente de salvação e, portanto, possui sua própria soteriologia. Algumas dão ênfase ao relacionamento do homem com Deus, outras dão ênfase ao aprimoramento do conhecimento humano como forma de se obter a salvação (Ginósticas/filosóficas/espiritualistas, etc.). Não será possível a avaliação de todos os conceitos soteriológicos de todas as religiões por se tratar de um compêndio, portanto trataremos apenas dos conceitos de salvação dentro das religiões mais conhecidas.

  1. A RESTAURAÇÃO

Esta se dará através de um passo simples, porém difícil: O Arrependimento.

  • Mateus 4:17 – “Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”.
  • Mateus 18:3 – “E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como meninos de modo nenhum entrareis no reino dos céus”.
  • Arrependimento – O verdadeiro arrependimento envolve a pessoa toda, todo o seu ser, toda a sua personalidade. Arrependimento não é apenas mudança de pensamento, é novo nascimento e mudança de vida.
  • João diz: “Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3:3) “Nascer do novo” significa tornar-se “um novo ser, uma nova pessoa, uma nova personalidade”.

Através do novo nascimento o pecador sentirá mudar seu: 

  • Intelecto – a mudança no intelecto afetará a maneira de pensar em Deus, no pecado, e na relação com o próximo. Antes do arrependimento, o nosso pensamento estava voltado para as coisas materiais, agora está em coisas espirituais e eternas.
  • Sensibilidade – O prazer e a alegria deixam de ser meramente mundanos para se fixarem também nas coisas espirituais. No arrependimento o homem pensa e sente mais em relação a Deus do que em relação ao pecado.

No Salmo 51 Davi, chora por seus pecados, mas lamenta muito mais a sua infidelidade a Deus.

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões segundo a multidão das tuas misericórdias. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que mal aos teus olhos, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares”.

  • Volição – Antes do arrependimento o homem quer fazer a sua própria vontade, depois do arrependimento o homem passa a querer fazer a vontade de Deus.

 

Antes de experimentar a salvação o pecador precisará viver a conversão!

 Conversão – é o ato de abandonar o pecado, para seguir a Jesus. A conversão pode e deve repetir-se todas as vezes que o homem pecar e afastar-se de Deus, porque ela consiste no ato de abandonar o pecado e aproximar-se de Deus.

  1. A SALVAÇÃO

Se opera através de 3 elementos básicos encontrados na carta aos Romanos 3: 24-25

E são justificados gratuitamente pela sua Graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Deus o propôs para propiciação pela  no seu Sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus”.

1o) A Graça – “Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2:11). Graça significa, primeiramente, “favor”, ou “a disposição bondosa da parte de Deus”. (Favor não merecido) A graça de Deus aos pecadores revela-se no fato de que Ele mesmo pela expiação de Cristo pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte, Ele pode justamente perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não merecimentos. A graça manifesta-se independente das obras dos homens. A graça é a Fonte da Salvação.

2o) O Sangue – “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7). Em virtude do sacrifício de Cristo no calvário, o crente é separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada. O Sangue é a Base da Salvação.

3o) A Fé – “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da Fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8). 

Pela fé o homem reconhece a necessidade de salvação, e pela mesma fé é ele levado a crer em Cristo Jesus. “Ora, sem Fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).   A Fé é o meio para a Salvação.

[1] Hebraico – ser liberado, ser salvo, ser libertado, ser salvo (em batalha), ser vitorioso, salvar, libertar, livrar de problemas morais.

Pastor Luiz Antonio Bel. Me. Th.M

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Três humilhações de Cristo – Série Esboços de Pregação – Por Pastor Luiz Antonio

abraão amigo de deus webTÍTULO – Três humilhações de Cristo.
TEMA – humilhação
OBJETIVO – Mostrar o que Cristo conseguiu para nós nesse processo.

INTRODUÇÃO:
8 Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. 9 Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra? 10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. (Efésios 4, 8-10).

Nota: Entre os versículos 8 e 9 está subentendida a morte de Cristo, pois ele morre antes de descer ao hades.

Três humilhações de Cristo
Da Divindade para a humanidade
Da vida para a morte
Da Terra para o sheol/hades

DESENVOLVIMENTO:
1ª HUMILHAÇÃO – desceu da divindade para a humanidade – Kenosis – Adam.

Hebreus 2:7 (ARC95) Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos.
Hebreus 2:9 (ARC95) …vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
Salmos 8:5 (ARC95) …Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
Nota: Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram. (Alguém que era Deus pleno, servido pelos anjos, passa a ser menor que os anjos; isso é humilhação). Mateus 4:11 (ARC95).

A ENCARNAÇÃO DE JESUS foi sua primeira humilhação, onde ele se despoja de sua divindade e se reveste de humanidade para nos salvar.
Esse processo se chama “Kenosis”. É o esvaziamento da vontade própria de uma pessoa para a aceitação do desejo divino.
A (KENÓSIS) é “A DOUTRINA DO ESVAZIAMENTO DE JESUS CRISTO” vista na passagem de (Filipenses 2: 5-9 podendo prolongar-se até o 11).

5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7 Mas esvaziou-se (ekenõsen/Kenosis), a si mesmo tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem, HUMILHOU-SE a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. (FIL. 2: 5 – 7).

7 Coisas que Cristo fez na kenósis:
Esvaziou de seus atributos divinos; transcendência, onisciência, onipotência, onipresença.
Esvaziou-se da glória e esplendor divinos.
De criador tornou-se “semelhante as criaturas”.
De ilimitado (infinito em sabedoria, e poder), torna-se limitado.
Antes vivia em sua transcendência agora sujeita-se ao tempo e ao espaço.
Antes era o todo poderoso, agora torna-se um humilde servo como é retratado no Evangelho de Marcos.
Deixou a forma de Deus pré-existente igual ao Pai, humilhou-se a Si mesmo tomando a forma de servo.

2ª HUMILHAÇÃO – desceu da imortalidade para a mortalidade – enosh – morte vicária.
Na humilhação da sua morte está nossa vitória!
Em seu último momento Jesus afirmou: “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito!”, e depois exclamou em voz alta: “Está consumado!” (Tetelestai!) (Lucas 23:46 e João 19:30).

3ª HUMILHAÇÃO – desceu para o sheol/hades – padecendo em nosso lugar.

“…Pois não deixarás a minha alma no SHEOL, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”. Salmos 16,10 (ARC95).
“…Pois não deixarás a minha alma no HADES, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção”. Atos 2:27 (ARC95).

Em sua ressurreição Jesus Cristo:

Provou que era o Filho de Deus (Romanos 1.4).
Confirmou a verdade de tudo que Ele dissera (Mateus 28.6).
Tornou certa a ressurreição de todos (1 Coríntios 15.20-22).
Garantiu a certeza do juízo vindouro (At 17.31).
Deu certeza da nossa aceitação perante Deus (Romanos 4.25).
Deu poder para o serviço cristão (Efésios 1.19-22).
Deu garantia de ressurreição aos crentes (2 Coríntios 4.14).
Confirmou-se como Cabeça da Igreja (Efésios 1.19-22).
Garantiu-nos um Sumo Sacerdote misericordioso no céu (Hebreus 4.14-16).

CONCLUSÃO:
Com suas humilhações Cristo conseguiu pra nós a Salvação.

O retorno de Cristo ao céu revela:
O Fim do período da limitação a que se sujeitou. Atos 1,9-11
Sua Exaltação (Efésios 1.20-23; 1 Pe 3.22; Fl 2.9).
Início do ministério sumo sacerdotal de Jesus (Hebreus 4.14-16).
Preparação de um lugar para seu povo (João 14.2).

NOTA:

Kenosis  é um conceito na  teologia cristã  que trata do esvaziamento da vontade própria de uma pessoa para a aceitação do desejo divino. É um conceito encontrado no novo testamento como o esvaziamento de Jesus de seu próprio poder para se tornar dependente do poder de Deus e do Espírito Santo.

Na Cristologia (KENOSIS) é conhecida como “A DOUTRINA DO ESVAZIAMENTO DE JESUS CRISTO”. Esta doutrina tem como base escriturística a passagem de Filipenses (2:5-9 podendo prolongar-se até o 11).

5  De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6  Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7  Mas “esvaziou-se de si mesmo” (ekenõsen), tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8  E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; Nesta passagem o Apóstolo iluminado pela pessoa do Espírito Santo em uma Revelação Divina explica que, Cristo se esvaziou de seus atributo divinos tais como; transcendência, onisciência, onipotência, onipresença, sua Glória e esplendor.    (Fl 2, 5-9).

Na Kenosis Ele que é o criador torna-se “semelhante a criatura”. Antes vivia em sua transcendência agora sujeita-se ao tempo e ao espaço. Antes era o todo poderoso, agora torna-se um humilde servo.

Na Kenosis Jesus, que sempre existiu em forma de Deus e igual a Deus, humilha-se a si mesmo tomando a forma de servo em lugar da pré-existente forma de Deus. O termo grego (ekenõsen) utilizado no texto de Fl 2.7 tem como tradução a palavra ‘esvaziou-se’, e a partir deste termo deu-se origem à doutrina “kenótica” que ensina que Cristo, na encarnação, deixou sua divindade, seus atributos intransferíveis e poder, para ser homem padecendo a morte vicária por amor da humanidade.

Por Pastor Luiz Antonio

Os Valentes de Davi – Série Esboços de Pregação – Por Pastor Luiz Antonio

TÍTULO: Os Valentes de Davi. (II Samuel 23: 8-12).

TEMA: Valentia: Intrepidez, coragem, Força, vigor.

OBJETIVO: Destacar 3 desses valentes

 

Os Valentes de Davi
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INTRODUÇÃO – No hebraico nós temos 4 palavras para homem: Adam, Enosh, Geber e Ysh.

Adam no sentido de humanidade, 1,26. (“homem” foi feito de Adamah terra, “pó da terra”, “argila, barro”)

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança

Vayomer Elohim – Naaseh ADAM betselemenu kidemutenu

Enosh no sentido de mortalidade. Salmos 8, 4

Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?

Mah ENOSH ky tizekerenu – uven ADAM ky tifeqedenu

Ysh no sentido de masculinidade. 1ª Cor. 11,3 – Cabeça, homem da casa, marido da mulher, por isso que a mulher é Yshá porque do varão foi tomada.

“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo”.

Uretsony shetiheyu yodeym – sherosh kal YSH hamashiach – Verosh haisháh haISH – Verosh hamashiach hu haelohim

Geber no sentido de varonilidade, varão valoroso. Jz 6, 12

Então o anjo do SENHOR lhe apareceu, e lhe disse: O SENHOR é contigo, varão valoroso.

Vayerá Elayv Malach YHVH vayomer –  imecha GIBOR hechayl. (Chayl soldado)

A palavra que se refere aos valentes de Davi é Gever/Geber/Gibor: גְּבָרִים que se traduz: homem, varão, macho; herói, valente. Forte, valoroso, bravo, herói.

Davi tinha 37 Valentes – O valente é um homem diferente! Ele é Gibor – macho; herói, valente.

DESENVOLVIMENTO

OBJETIVO: Destacar 3 desses valentes na mensagem de hoje:

Josebe-Bassebete/Jasobeão, (Adino/Ornamento) – O Esnita se opôs a 800 homens e os matou!

Eleazar (Deus ajudou) – filho de Dodô feriu os filisteus até lhe cansar a mão e a espada lhe ficar pegada à mão!

Samá (desolação, horror, assombro) – filho de Agé defendeu a terra das lentilhas e feriu os filisteus.

(V 18-19) Abisai, irmão de Joabe, era chefe de trinta guerreiros. Com a sua lança, lutou sozinho contra trezentos homens e matou a todos.  Ele era o mais nobre dos trinta e era o primeiro deles.

(V 20-23) Benaía, filho de Jeoiada, da cidade de Cabzeel. Lutou contra dois (leões de Moabe/Guerreiros) e matou os dois.

Em um dia de neve, ele desceu a uma cova e matou um leão.

 Também lutou contra um gigante egípcio (3,20 M) que estava armado com uma lança e com o seu cajado, arrancou a lança da mão do egípcio e o matou com ela. Ele tinha uma posição de destaque entre “Os Trinta”. Davi o colocou como chefe da sua guarda pessoal.

(I Cr 20:1-2) Joabe, com seu exército, cercou, atacou e destruiu a cidade de Rabá. Joabe tirou a coroa do rei dos amonitas e levou-a para Davi. Esta coroa era de ouro e pesava aproximadamente trinta e quatro quilos, e nela havia uma pedra preciosa, que Davi tirou e colocou na sua própria coroa.

(V 4) Sibecai, (valente de Davi) da cidade de Husa, matou o gigante Sipai, e os filisteus foram derrotados.

(V 5) Em outra batalha contra os filisteus, Elanã, filho de Jair, lutou contra Lami, irmão do gigante Golias, cuja lança era enorme, e venceu a batalha matando o gigante. 

(V 6-7) Jônatas, filho de Siméia, (guerreiro valente de Davi), certa vez em batalha em Gate lutou contra um descendente dos antigos gigantes que tinha seis dedos em cada mão e em cada pé. Esse gigante desafiou os israelitas, e Jônatas o matou.

CONCLUSÃO: APLICAÇÃO PESSOAL

TRÊS INIMIGOS QUE OS VALENTES DEVEM VENCER NA TENTAÇÃO

  • Carne: O inimigo que nos enfraquece e nos destrói
  • Mundo: O inimigo que nos cega e nos rouba
  • Diabo: O inimigo que nos engana e nos mata

 TRÊS ÁREAS PARA A TENTAÇÃO QUE OS VALENTES DEVEM VENCER

  • Corpo: Quando as nossas necessidades têm mais valor que as de Deus
  • Alma: Quando os nossos anseios nos fazem perder o alvo (Cristo)
  • Espírito: Quando a nossa vida espiritual perde seu propósito.

TRÊS ISCAS QUE O DIABO COLOCA PARA OS VALENTES

  • Poder: Quando somos movidos pelo egoísmo
  • Honra: Quando somos cegos pelo orgulho (Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo; altivez, Amor-próprio exagerado)
  • Glória: Quando somos dominados pela soberba

 TRÊS FONTES PARA A TENTAÇÃO QUE OS VALENTES DEVEM ELIMINAR

  • A cobiça da carne: Quando a moral é perdida
  • A cobiça dos olhos: Quando a integridade é manchada
  • A soberba da Vida: Quando a justiça é corrompida

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Abraão – amigo de Deus – Série Esboços de Pregação. Por pastor Luiz Antonio.

  • Título: Abraão – amigo de Deusabraão amigo de deus
  • Tema: Amizade
  • Objetivo: Mostrar o que é necessário para ser amigo de Deus.

INTRODUÇÃO:

Na minha introdução vou mostrar 3 registros que provam que Abraão era amigo de Deus.

  • Registro Histórico
  • II Crônicas 20, 7 – Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?
  • Registro Profético
  • Isaías 41,8 – Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo;
  • Registro Apostolar
  • Tiago 2,23 – E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

DESENVOLVIMENTO:

No desenvolvimento vou perseguir meu objetivo e mostrar em 4 tópicos o que é necessário para ser amigo de Deus.

OBEDIÊNCIA: João 15: 14 – Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.

CONFIANÇA: 12, 1-3 ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. 3  E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã. (Três exigências, sete promessas)

FIDELIDADE: (Qualidade daquele que cumpre aquilo a que se obriga)

17E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, 18 visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? 19 Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado. (Gen. 18, 17-19).

ENTREGA TOTAL:

Heb. 11, 8 – Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

Gen. 22, 16 Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, 17  Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; 18  E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.

       

       CONCLUSÂO:

Na conclusão você vai chamar a Igreja a imitar Abraão!

Tetelestai – Está consumado! Série Esboços de pregação.

tetelestai
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Está consumado – “Tetelestai!”

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. (Tetelestai!) E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. (João 19: 30)

Estas últimas palavras de Jesus encerram um projeto de Deus que esteve por 4.000 anos em execução! Teve início no Éden (quando do pecado), e teve cumprimento exatamente aqui neste momento na cruz! É o projeto da salvação.

Em seu último momento Jesus disse: “Pai, nas Tuas mãos entrego o meu Espírito!” e depois exclamou em voz alta:– “Está consumado!” (João 19:30).

Pago na totalidade

A palavra grega Tetelestai era usada como a primeira palavra num recibo tendo, portanto, o sentido de pago na totalidade. Quando um homem grego ia numa feira de escravos e via um escravo do qual gostava e não tinha dinheiro para comprá-lo a vista, ia pagando dia a dia o preço do escravo. Quando se completava o valor do preço do escravo o vendedor lhe dava uma nota na qual vinha escrito: Tetelestai – está pago, pago na totalidade.

Sentença cumprida

Durante o primeiro século, era prática comum pregar o documento de acusação de um preso na porta da sua cela. Os crimes de que era acusado e o castigo que lhe tinha sido imposto, eram descritos nesse documento. Depois de ter cumprido a sentença, o documento era retirado da porta, e cancelado pela aposição da palavra tetelestai – (sentença cumprida na totalidade). O documento era então entregue ao preso e ninguém mais podia acusá-lo dos mesmos crimes. Por ter cumprido toda a sentença, tinha pago na totalidade o preço das suas ofensas.

13 E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, 14 havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Colossenses 2: 13,14 (ARC)

A vitória está ganha

A palavra Tetelestai também era usada com relação a campanhas militares bem-sucedidas contra o inimigo. Quando um general regressava do campo de batalha e fazia marchar os seus prisioneiros de guerra pelas ruas de Roma, costumava proclamar a sua vitória gritando, Tetelestai/ A vitória está ganha!

Com esta proclamação fazia afirmação clara de que o inimigo havia sido vencido e que seu poder havia sido quebrado: Missão terminada! A vitória está ganha!

E sabem o que Jesus quis dizer com “Tetelestai”, contido em João 19, 30?

Ele quis dizer: “portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. (Rom 8:1)”.

Vocês estão livres. Eu já paguei o preço, já sofri a pena em teu lugar, já venci o inimigo por você. Vocês não devem mais nada. Tetelestai: Está consumado.

E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (João 19: 30)

Pastor Luiz Antonio.

 

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Rosh Hashaná – O Ano Novo Judaico

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O Ano Novo judaico é o Dia do Julgamento, quando se diz que D’us determina o destino de cada um para o ano que se inicia. A Parte principal do serviço de Rosh Hashaná é o toque do shofar que pretende despertar as pessoas para o arrependimento.

Rosh Hashaná é também o aniversário do universo, o dia em que D’us criou Adam e Eva, e é celebrado como o mais importante do ano judaico. Começa ao pôr do sol na véspera de 1º de Tishrei (9 de setembro de 2018) e termina após o anoitecer em 2 de Tishrei (11 de setembro de 2018).

As observâncias de Rosh Hashaná incluem acendimento de velas à noite, refeições festivas com doces durante a noite e o dia, serviços de prece que incluem o toque do shofar (chifre de carneiro) nas duas manhãs, e não fazer trabalho criativo.

 Datas do Shana Tova

O Shana Tova corresponde aos dois primeiros dias do sétimo mês do calendário hebraico. Dependendo do ano, o Shana Tova pode cair em setembro ou em outubro do calendário gregoriano. Em 2018, por ocasião do Ano Novo 5779 do calendário judeu, o Shana Tova será celebrado na segunda, 10 e na terça, 11 de setembro.

Origem do Shana Tova

Em sua tradução literal, Shana Tova significa “ano bom e doce”. Carregado com os melhores votos, se deseja Shana Tova no Rosh Hashana, o Ano Novo do calendário hebreu. Essa festa é celebrada durante os dois primeiros dias do mês de Tishrei e invoca uma ideia dupla.

De um lado é o dia do toque, onde se comemora a criação do mundo.

Do outro, é o dia do julgamento da humanidade, que marca o início de um período de dez dias de penitência.

O período penitencial do Rosh Hashana termina com o Yom Kippour, celebrado em 10 de Tishrei. (O Yom Kippour dia do Grande Perdão e também o dia mais santo do calendário judeu).

Esse é o dia de aniversário da criação do Adam (O primeiro homem), curiosamente não é o capítulo 1 do Gênesis que é lido nas sinagogas. Shana Tova revela, dessa forma, a única tradição rabínica em que os judeus celebram o episódio do julgamento da vida de Abraão.

De acordo com o Antigo Testamento (Torá), Deus submeteu Abraão a 10 testes para provar sua fé. Na última prova, Deus pediu que Abraão sacrificasse seu filho mais velho, Isaac, o que ele se preparava para cumprir. Mas de repente, um carneiro caiu do céu para substituir o filho, que seria poupado. É a fé inabalável ou a confiança profunda na intervenção divina que é comemorada.

Tradições do Shana Tova

As tâmaras, figos, abóboras ou mel fazem parte dos alimentos rituais dessa festa. Como eles simbolizam a doçura dos votos feitos para o novo ano, os judeus evitam os alimentos amargos ou azedos.

Natal, uma Festa Pagã!

O Solis Invictus

Ao contrário do que muitos pensam o natal não é uma festa cristã. A prática de festejar o natal foi introduzida na Igreja nos fins do século IV. O dia 25 de dezembro foi escolhido porque coincidia com as festas pagãs que celebravam a saturnália e o solstício de inverno, em adoração ao deus-sol, o solis invictus. O deus-sol é muito provavelmente, uma referência a Ninrode mencionado em Gênesis 10:8-10. Este festival de inverno era chamado a natividade do sol. A festa solar do natalis solis invicti (natividade do sol vencedor) era celebrada em 25 de dezembro.

A Saturnália é referente a saturnal, do latim saturnale, indica o deus saturno ou as festas em sua honra.

Esta festa era celebrada no solstício. Época em que o sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual para de afastar-se do equador. Os solstícios situam-se, respectivamente, nos dias 22 ou 23 de junho para a maior declinação boreal, e nos dias 22 ou 23 de dezembro para a maior declinação austral do sol. No hemisfério sul, a primeira data se denomina solstício de inverno e a segunda solstício de verão; e, como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no hemisfério norte.

O amigo secreto de hoje, a antiga prática de trocar presentes, era, segundo nos informa Tertuliano, parte da Saturnália, portanto de origem pagã.

Não há nada de errado em dar presentes. Os israelitas davam presentes uns aos outros em tempos de celebração (Et.9:22). Mas tentar ligar este costume pagão de dar presentes no natal e ano novo com aqueles que Jesus recebeu dos magos não tem cabimento bíblico.

A árvore de natal também tem suas origens no paganismo. Segundo uma lenda babilônica, um pinheiro renasceu de um antigo tronco morto. O novo pinheiro simbolizava que Ninrode (o deus sol) tinha vindo viver novamente em Tamuz seu filho.

Várias nações tem o costume de reverenciar árvores sagradas. Entre os druidas o carvalho era sagrado. Entre os egípcios era a palmeira, em Roma o abeto era decorado com cerejas negras durante a saturnália. O deus escandinavo Odim era crido como um que dava presentes especiais na época de natal àqueles que se aproximassem de seu abeto sagrado. Em inúmeras passagens bíblicas a árvore é associada a idolatria e à adoração falsa.

“Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes”. (I Rs.14:23). “Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti”. (Dt.16:21).

A árvore de natal invoca a ideia da adoração de árvores sagradas do paganismo. (WOODROW, Ralph. Babilônia A Religião dos Mistérios).

A fim de justificar a celebração do natal muitos tentaram identificar os elementos pagãos com símbolos bíblicos. Jesus, por exemplo, foi identificado com o deus-sol.

Os Pais da Igreja sofreram muito com esses costumes pagãos dentro da comunidade cristã! Tertuliano, por exemplo teve que defender que o sol não era o Deus dos cristãos.

Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o sol a despeito do salmo 84, 11. “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão”. O salmo 84:11 diz que Deus é um sol.

Mas este versículo não está dizendo que Jesus ou YHWH sejam o deus sol ou que o sol é um deus, mas que assim como o sol ilumina toda a humanidade, Deus é a Luz que alumia todos os homens, entre outras coisas.

Muitos cristãos no passado, identificando Cristo com o deus-sol, viravam seus rostos para o oriente a fim de adorá-lo. O próprio papa Leão I reprovou o ressurgimento desta prática, como já havia acontecido com o povo de Israel: “…e com os rostos para o oriente, adoravam o sol virados para o oriente” (Ez.8:16).

É bom lembrarmos das advertências do profeta: “Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile”. (Jr.10:3,4).

Com o passar do tempo muitos outros costumes foram sendo introduzidos nas festividades do natal. O papai Noel, por exemplo, é uma representação de São Nicolau, um santo da Igreja Católica Romana. O presépio foi inserido por São Francisco. Não devemos jamais nos esquecer que como cristãos verdadeiros somos ordenados a comemorar a morte de Cristo, sua ressurreição e sua vinda (1ª Co.11:25,26). Em nenhum lugar das Escrituras é ordenado aos cristãos que comemorem o nascimento de Cristo.

Em todos os períodos da história da cristandade uma minoria de líderes eclesiásticos tem se colocado contra a observância do natal.

Vários fatores estão relacionados a essa oposição:

(1) uma rejeição da autoridade eclesiástica na sua tentativa de estabelecer dias oficiais de festas dos quais o natal é um;

(2) uma objeção às bebidas, festas e imoralidade associadas às festividades do natal em todos os períodos da história;

(3) as associações antigas e contínuas entre o natal e as ideias e práticas religiosas pagãs.

Alguns protestantes, especialmente os de tradição calvinista (inclusive Calvino, Knox, os puritanos ingleses e norte-americanos e muitos presbiterianos) recusavam-se a celebrar o natal (OLIVER JR. O. G. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. Edições Vida Nova, 1990, v. III, p.9).

Árvores de natal, bolas, presépios, luzes, pisca-piscas e enfeites natalinos em geral, são coisas abomináveis que não devem entrar no santuário, onde os verdadeiros adoradores do Deus Vivo se encontram para adorá-lo.

O que é Ateísmo, Agnosticismo e Apateísmo?

Apateista webO Ateísmo é a descrença na existência de Deus ou divindades. O ateísmo é oposto ao teísmo[1], que é a crença de que existe ao menos uma divindade de caráter pessoal e transcendente, soberano do universo e em intercâmbio com a criatura humana.

O termo ateísmo, vem do grego clássico ἄθεος (transl.: a-theos), que significa “sem Deus”. No passado esse termo foi aplicado com uma conotação negativa àqueles que rejeitavam os deuses adorados pela maioria da sociedade.

Os primeiros indivíduos a identificarem-se como “ateus” surgiram no século XVIII. Os ateus são céticos em relação a afirmações sobrenaturais e dizem não haver evidências empíricas[2] que provem sua existência.

 Agnosticismo

A palavra “agnóstico” vem do grego: a-gnostos, ou seja, não-conhecimento, aquele que não conhece. Para um agnóstico, a razão humana é incapaz de prover fundamentos racionais suficientes para justificar tanto a afirmação de que uma divindade existe quanto a afirmação de que uma divindade não existe. (Thomas Henry Huxley, um biólogo inglês, cunhou a palavra “agnóstico”, em 1869).

Apateísmo (a-pathós/não sentimento) é a total apatia ou indiferença em relação à existência de Deus ou deuses. O Apateísmo não caracteriza uma opinião religiosa, mas uma abstenção do debate religioso e da preocupação religiosa. Em outras palavras, um apateísta é alguém que não considera a questão da existência ou inexistência de Deus significativa nem relevante para a sua vida.

O apateísta entende que todos os debates já realizados sobre Deus na história da humanidade não conseguiram provar a existência ou inexistência de Deus ou deuses. Assim apateísta conclui que, ainda que exista uma divindade, ela não parece se manifestar no destino dos seres humanos, o que torna o assunto desinteressante.

 

[1] Teísmo – doutrina comum a religiões monoteístas e sistemas filosóficos freq. inclinados ao fideísmo, caracterizada por afirmar a existência de um único Deus, de caráter pessoal e transcendente, soberano do universo e em intercâmbio com a criatura humana.

[2] Empírico é um fato que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas, e não em teorias e métodos científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma.

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Ateus famosos de todos os tempos

Charles Darwin (1809-1882), naturalista

Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo

Denis Diderot (1713-1784), filósofo

Leonardo da Vinci (1452-1519), pintor, escultor, gênio

Daniel Radcliffe (1989), ator

Angelina Jolie (1975), atriz

Brad Pitti (1963), ator

Diogo Mainardi (1962), jornalista

Jodie Foster (1962), atriz

Cássia Eller (1962-2001), cantora

Demócrito (cerca de 460 AEC – 370 AEC)

Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936)

Matthew Groening (1954), criador dos Simpsons

James Cameron (1954), cineasta

Ricardo Boechat (1952), jornalista

Christopher Reeve (1952-2004), ator

Juca Kfouri (1950), jornalista

Stephen Wozniak (1950), co-fundador da Apple

Antônio Fagundes (1949), ator

Stephen King (1947), escritor

David Bowie (1947), músico

David Gilmour (1946), vocalista do Pink Floyd

Chico Buarque (1944), compositor e cantor

Drauzio Varella (1943), médico

Mick Jagger (1943), músico

Stephen Hawking (1942-2018), físico

Caetano Veloso (1942), compositor e cantor

Richard Dawkins (1941), biólogo

Arnaldo Jabor (1940), cineasta e jornalista

John Lennon (1940-1980), músico, compositor

Bruce Lee (1940-1973), ator

Morgan Freeman (1937), ator

Jack Nicholson (1937), ator

Luiz Fernando Veríssimo (1936), escritor

Woody Allen (1935), cineasta

Ivan Lessa (1935-2012), jornalista e cronista

Carl Sagan (1934-1996), cientista, astrônomo

Iuri Gagarin (1934-1968), cosmonauta

Omar Sharif (1932-2015), ator

Mikhail Gorbachev ou Gorbatchev (1931), político

Chico Anysio (1931), humorista.

Lima Duarte (1930), ator

Ferreira Gullar (1930), poeta

Walmor Chagas (1930-2013), ator

Paulo Francis (1930-1997), jornalista

Che Guevara (1928-1967), revolucionário

Hugh Hefner (1926-2017), fundador da Playboy

Fidel Castro (1926-2016), ditador

Michel Foucault (1926-1984), filósofo

Marlon Brando (1924-2004), ator

Mário Soares (1924-2017), político português

José Saramago (1922-2010), escritor

Charles Schulz (1922-2000), cartunista

Darcy Ribeiro (1922-1997), antropólogo

Paulo Autran (1922-2007), ator

Edgar Morin (1921), antropólogo e filósofo

João Cabral de Melo Neto (1920-1999), poeta

Isaac Asimov (1920-1992), escritor

Richard Feynman (1918-1988), físico

Dercy Gonçalves (1917-2008), atriz

Arthur Clarke (1917-2008), escritor

Arthur Miller (1915-2005), dramaturgo

Vinícius de Moraes (1913-1980), poeta

Albert Camus (1913-1960)

Jorge Amado (1912-2001), escritor

Mário Lago (1911-2002), ator

Jacques Monod (1910-1976), biologista francês

Oscar Niemeyer (1907-2012), arquiteto

Jean-Paul Sartre (1905-1980)

Cândido Portinari (1903-1962), artista plástico

George Orwell (1903-1950), escritor

Carlos Drummond de Andrade  (1902-1987), escritor

Graciliano Ramos (1892-1953), escritor

Oswald de Andrade (1890-1954), escritor

Luis Carlos Prestes (1898-1990), político

Diego Rivera (1886-1957), pintor

Charlie Chaplin (1889-1977), ator, comediante

Pablo Picasso (1881-1973), pintor, escultor

Vladimir Lenin (1870-1924), revolucionário russo

Mao Tsé-Tung (1893-1976), político

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

James Joyce (1882-1941), escritor

Álvares de Azevedo (1831-1852), poeta

Augusto dos Anjos (1884-1914), poeta

Monteiro Lobato (1882-1948), escritor

Bertrand Russell (1872-1970), filósofo e matemático

Richard Strauss (1864-1949), músico, compositor

George Shaw (1856-1950), escritor

Sigmund Freud (1856-1939), criador da psicanálise

Clarence Darrow (1857-1938), advogado americano

Thomas Edison (1847-1931), inventor, cientista

Andrew Carnegie (1835-1910), empresário

Friedrich Müller (1822-1897), naturalista

Friedrich Engels (1820-1895), filósofo

Karl Marx (1818-1883), filósofo

Charles Dickens (1812-1870), escritor

Miguel Nicolelis (1961), cientista

George Clooney (1961), ator

Julianne Moore (1960), atriz

Sean Penn (1960), ator

Antonio Banderas (1960), ator

Uma Thurman (1970), atriz

Hugh Laurie (1959), ator

Bill Maher (1956), comediante

Bill Gates (1955), empresário

Walter Willis (1955), ator

Sam Simon (1955-2015) – co-criador dos Simpsons

Theodorus (nasceu cerca de 300 AEC)

 

Beda, o Venerável, conclui sua História eclesiástica da Inglaterra 731 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Beda O Venerável WebO nome “Beda” em língua saxônica significa “oração”. Beda é considerado “o pai da erudição inglesa”. Nasceu em 672 de uma modesta família operária de Newcastle, recebeu formação de monge nos mosteiros de São Pedro, em Monkwearmouth, e de São Paulo, em Jarrow, no nordeste da Inglaterra, uma região que, na época, era parte do Reino da Nortúmbria, neste último foi ordenado padre aos 22 anos. Morreu com 63 anos na abadia de Jarrow, na Inglaterra, após ter ditado a última página de um de seus livros e ter recitado o “Glória ao Pai”. Era a véspera da Ascensão, 25 de maio de 735. “Vivi bastante, disse ele, ao sentir que a morte se aproximava, e Deus usou bem a minha vida”. Ele próprio declara as maiores satisfações de sua vida em três verbos: aprender, ensinar, escrever. Beda, conhecido também como Venerável Beda (em latim: Bēda Venerābilis). É famoso principalmente por sua obra-prima, “A História Eclesiástica do Povo Inglês”, um trabalho que lhe rendeu o título de “Pai da História Inglesa”. Em 1899, Beda recebeu o título de “Doutor da Igreja” pelo papa Leão XIII, um dos mais importantes títulos teológicos da Igreja Católica, e até hoje Beda é o único nativo da Grã-Bretanha a alcançar esta posição. Agostinho de Cantuária, também foi um Doutor da Igreja, mas era nativo da Itália. Beda era um habilidoso linguista e tradutor e suas obras ajudaram a tornar os textos dos primeiros Padres da Igreja escritos em latim e em grego mais acessíveis para os anglo-saxões, contribuindo assim com o desenvolvimento do cristianismo inglês. O mosteiro de Beda dispunha de uma grande biblioteca que incluía, entre outras, obras de Eusébio e Orósio.

Em uma época não destacada por sua erudição, Beda se sobressai como guia. O fato de ele ter sido chamado de “Venerável” testifica o grande conhecimento e a estima que desfrutava.

Embora a confusão política tivesse destruído muito da cultura, os mosteiros permaneciam como centros medievais de educação. Naqueles locais, se aprendia literatura, os amanuenses copiavam manuscritos antigos e homens estudiosos como Beda se dedicavam aos textos.

Os monges preservaram viva a sabedoria da Grécia e de Roma, com as obras dos pais da Igreja. A vida caminhava a passos lentos nas dependências dos monastérios.

Além de ter sido um dos mais brilhantes pesquisadores de sua era, Beda também foi muito devoto. Em uma autobiografia bastante breve, ele narra seu nascimento nas vizinhanças dos mosteiros de Wearmouth e Jarrow, no norte da Inglaterra, no ano de 635. Aos sete anos, ele passou a ser tutelado pelo abade daquela região e viveu o restante de sua vida no mosteiro, jamais se aventurando fora de seus limites.

Embora a idade mínima comum para a ordenação ao diaconato fosse de 25 anos, Beda recebeu essa ordem aos 19, sem dúvida recomendado por sua demonstração de amor e afeto pela obra da Igreja. Aos 30 anos, tornou-se sacerdote e passou o restante da sua vida escrevendo comentários bíblicos e outra obras ligadas à religião. Sua biografia parece mais um catálogo de seus livros que um relato de seus feitos.

A grande contribuição de Beda à Igreja foi sua obra “História eclesiástica da Inglaterra”, que abrangia a história da Inglaterra desde os dias de Júlio César até os dias de Beda. Embora fosse, em muitos aspectos, uma história de propósito geral, o foco principal do livro era a cristianização da Inglaterra e a maneira pela qual o paganismo gradualmente dera lugar à nova religião.

O livro de Beda estava repleto de histórias de missionários valorosos e de chefes tribais e pagãos que finalmente viram a luz da verdade. Preocupado com a verdade histórica, Beda cita cuidadosamente suas fontes ao suas histórias.

Beda não tinha dificuldades para acreditar em milagres, mas tomava o cuidado de registrar somente os que fossem verdadeiros, afastando-se das lendas de fundo puramente religioso.

Histórias como as de Júlio César e Cláudio, do papa Gregório, do missionário Agostinho, a invasão das tribos dos anglos, dos saxões e dos jutos, povoam suas páginas. Por intermédio de seus escritos conhecemos histórias como a de Gregório, o Grande, que, ao ver meninos escravos de cabelos claros à venda em Roma, ficou tão tocado por sua beleza que nunca se esqueceu de seu desejo de evangelizar sua terra natal.

Lemos também sobre o rei pagão Edwin, cujo conselheiro contou uma parábola comparando a vida a um pardal voando em um enorme refeitório e saindo rumo à escuridão. Ele, portanto, aconselhou o rei a se converter ao cristianismo, uma vez que o cristianismo dava alguma esperança de vida além do “vôo breve sobre a sala de banquete”.

A História de Beda contém algumas passagens singulares como esta:

“Nenhuma cobra pode existir ali [na Irlanda], pois apesar de serem, com frequência, trazidas da Bretanha, tão logo o navio se aproxima da terra, elas respiram o perfume de seu ar e morrem. Na verdade, quase todas as coisas desta ilha concedem imunidade ao veneno”.

Os historiadores seculares constatam do cuidado de Beda como relator, pois continuam a observar que seus fatos estão corretos em praticamente todos os detalhes.

Antes de “História eclesiástica da Inglaterra”, as várias tribos inglesas tinham suas histórias, principalmente na forma de poesia pagã, as quais eram muitas vezes recitadas por bardos.

Mas Beda apresenta a história da Inglaterra pelas lentes do cristianismo, mostrando que um grupo de diversas tribos se transformou em uma nação com uma única religião.

poster-780Em vez de destemidos heróis guerreiros como Beowulf, os heróis de Beda são santos, pessoas que dependem da graça de Deus. Com todos os outros historiadores medievais, ele deu à história um novo arcabouço: ela precisava ser a mais exata possível, mas também inspiradora.

Sem Beda, muitas dessas histórias teriam desaparecido com o passar dos tempos. A Inglaterra pode agradecer a esse “Venerável monge” o fato de ter consciência de sua identidade como nação e de seu lugar como país cristão.

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Bonifácio parte para ser missionário 716 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Bonifácio parte para ser missionárioBonifácio (em latim: Bonifacius – “aquele que faz o bem”. Nasceu em Credtion, em Devonshire, em 672 de uma família abastada; estudou teologia nos mosteiros beneditinos de Adescancastre, perto de Exeter, e de Nursling, entre Winchester e Southampton, tendo por mestre neste último o abade Winbert. Aos sete anos entrou no mosteiro de Betlex, sentindo depois claramente que sua vocação era converter os povos pagãos. Dedicou-se especialmente a evangelizar os anglo-saxões da Germânia, sendo encarregado disto pelo Papa Gregório II. Acabou por si mesmo se tornando professor no mosteiro e foi ordenado padre aos trinta anos. Auxiliou Carlos Martelo na reforma da Igreja da França e convocou concílios para reprimir a simonia. Seu nome verdadeiro era Winfrid com o mesmo significado em anglo-saxão. Por seu trabalho missionário juno a esses povos foi  cognominado Apóstolo dos Germanos. Bonifácio foi o responsável pela escritura da primeira gramática de latim produzida na Inglaterra. Foi martirizado em Docom (Frísia). Seu corpo repousa em Fulda (Hesse), onde é objeto de veneração de toda a Alemanha católica, da qual ele é patrono”.

Semelhante a Elias no monte Carmelo, Bonifácio, o missionário saxão da Inglaterra, posicionou-se contra o paganismo profundamente enraizado no coração da Alemanha de sua época. Ele tinha um machado e diante dele estava a enorme Arvore do Trovão [um carvalho], um marco local que os pagãos diziam ser consagrado a Donar o deus do trovão.Donar

Esta divindade era tão proeminente que até mesmo alguns dos que haviam se convertido ao cristianismo, por meio da pregação de Bonifácio, adoravam-na secretamente diante de sua árvore sagrada.

Bonifácio denunciou aquela adoração falsa de maneira audaciosa. Como representante do verdadeiro Deus dos cristãos, destruiu o santuário de Donar  com seu machado e derrubou a Arvore do Trovão. Assim diz a lenda. Se os detalhes são verdadeiros ou não, mesmo assim eles retratam de maneira justa a audácia de Bonifácio, sua fé e seu incansável desafio às falsas religiões.

Nascido de pais cristãos em Wessex, foi instruído em um mosteiro beneditino e ordenado aos trinta anos de idade. Possuía grande capacidade de aprendizado e liderança. Poderia ter ficado na Inglaterra, estudando, ensinando e talvez até mesmo dirigindo um mosteiro. Porém, seu coração queimava por outros que ainda não faziam parte do aprisco cristão. Milhares de compatriotas saxões nos Países Baixos e na Alemanha precisavam ouvir o Evangelho.

Em 716, Winfrid parte para a Frísia, onde missionários ingleses já haviam trabalhado por várias décadas. Radbod o rei da Frísia, se opunha ao cristianismo e a pressão imposta pelo rei foi grande demais, e Winfrid voltou à Inglaterra após fracassar em sua primeira missão.

Seus colegas beneditinos pediram que servisse como abade de seu mosteiro. Depois daquela angustiante experiência na Frísia, ele se sentiu inclinado a aceitar o convite. Contudo, a visão de Winfrid ainda estava voltada para fora do mosteiro. Viajou para Roma em 718 e ali recebeu um comissionamento missionário por parte do papa Gregório II. Ele deveria ir mais longe no continente, passar além do Reno, estabelecendo a igreja romana entre os povos germânicos.

A maior parte da Alemanha já havia sido exposta ao cristianismo de uma maneira ou de outra, mas não existia nenhuma igreja forte ali. No século IV, as tribos germânicas se apegaram ao arianismo e o misturaram às suas superstições. Algum tempo depois disso, os missionários celtas fizeram alguns convertidos, que não deram continuidade à missão, no sentido de organizar uma igreja naquele lugar. O papa estava ansioso para que a igreja estabelecesse sua presença ali. Winfrid foi primeiro à Turíngia para reavivar uma igreja ali enfraquecida. A seguir, ouvindo que Radbod rei da Frísia morrera, retornou àquela região.

A autorização papal pode ter dado a Winfrid maior autoridade sobre os governadores locais, o que o encorajou a trabalhar ali por três anos e depois se mudou para o sudeste, seguindo para Hesse.

Voltou a Roma em 723 e foi consagrado bispo, quando recebeu o nome de Bonifácio. A ele também foi dada uma carta de apresentação para ser levada a Carlos Martelo, rei dos francos. A bravura de Carlos, como militar, era muito conhecida (mais tarde, ele expulsaria os muçulmanos da cidade de Tours). Sua assistência foi um grande apoio para Bonifácio.

Voltando para Hesse, Bonifácio continuou seus esforços para eliminar o paganismo e construir a igreja. Foi nessa ocasião que ele, como se supõe, derrubou a árvore sagrada de Donar o deus do trovão. Talvez, o que impediu que os cidadãos atacassem Bonifácio quando da derrubada da árevore sagrada tenha sido o temor a Carlos Martelo. Seja como for, o final da lenda é que o cristianismo se tornou a nova força de fé na Alemanha, pois se os deuses germânicos não podiam sequer manter uma árvore em pé, então havia pouco, ou nada a oferecer se fossem comparados ao Deus de Bonifácio.

Bonifácio atraiu vários missionários da Inglaterra, monges e freiras que estavam ansiosos para trabalhar ao lado dele. Com a ajuda deles, Bonifácio estabeleceu uma vigorosa organização eclesiástica por toda a região.

Ironicamente, seu protetor, Carlos Martelo, frustrava suas tentativas de reforma da igreja entre os francos. Carlos manteve a igreja naquele local sob seu controle, apoderando-se de suas terras e vendendo propriedades da igreja.

Somente depois de sua morte, em 741, é que Bonifácio pôde assumir a igreja franca.

Em 747, Bonifácio viajou mais uma vez para Roma, onde foi nomeado arcebispo de Mainz e líder espiritual de toda a Alemanha. Contudo, como ele já passava dos setenta anos, estava ansioso para concluir alguns empreendimentos missionários ainda em aberto.

Depois de renunciar a seu arcebispado em 753, voltou para a Frísia, onde novamente começou seu trabalho missionário, acompanhavam-no uns cinquenta monges. Ali, chamou de volta alguns de seus primeiros convertidos que haviam voltado ao paganismo e mudou-se mais uma vez, indo agora para regiões não alcançadas.

No domingo de Pentecoste de 755, em Dackum, perto do rio Borne, ele planejou um culto ao ar livre que serviria para uma pregação e para a confirmação de novos crentes.

Era o dia de Pentecostes. Enquanto estava ao lado do rio, preparando-se para o culto, um grupo de arruaceiros Frisões caminhou na direção de Bonifácio.

Várias pessoas se prepararam para lutar contra os baderneiros e expulsá-los de lá, mas Bonifácio gritou: “Meus filhos, parem com esse conflito, não tenham medo dos que matam o corpo, mas que não podem matar a alma. Recebam com firmeza este momentâneo sopro de morte para que vocês vivam e reinem com Cristo para sempre”. Quando a espada de um infiel estava para atingir seu corpo, ele tentou rebater com o Evangelho, mas o adversário o venceu e cortou-lhe a cabeça. Diz-se que ele morreu com os evangelhos nas mãos.

Devido ao trabalho missionário de Bonifácio, a Alemanha foi uma fortaleza da igreja romana até a época da Reforma.

Não se pode questionar a devoção pessoal de Bonifácio, sua coragem e seu serviço fiel.

O historiador Kenneth Scott Latourette disse: “Poucos missionários cristãos apresentaram por meio de sua conduta, de maneira tão precisa quanto Bonifácio, os ideais da fé que tentavam propagar”.

Ele era humilde, a despeito das tentações que vieram com as altas posições eclesiásticas; sempre se colocou muito acima dos rumores do escândalo; foi um homem de oração e que tinha autoconfiança; assim como era corajoso, abnegado e apaixonado pela justiça. Bonifácio foi um dos maiores exemplos de vida cristã.

O Sínodo de Whitby 664 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

O Sínodo de Whitby marca a história do cristianismo pelo fato de ter sido uma importante reunião de monges cristãos irlandeses e romanos, juntamente com as autoridades políticas realizada na cidade de Whitby, então capital do reino de Northumbria, no ano 664 . Nesse sínodo definiu-se a direção religiosa a ser tomada no conflito entre o cristianismo dos monges irlandeses e o dos romanos. Co

O sínodo de Whitby Web

mo consequência o Sínodo de Whitby marcou a derrota da igreja modelo organizacional irlandesa e afirmou o sistema da igreja romana baseada não em monastérios mas em bispados territorialmente organizados com uma hierarquia rígida. Mesmo diante da escolha pelo sistema religioso romano, a atividade missionária irlandesa continuou pelos séculos seguintes.

Havia dois cristianismos na Inglaterra. Um era o cristianismo celta[1], fortemente monástico, contemplativo e voltado às missões. O outro era romano, bem organizado e firmemente ligado ao restante da cristandade.

O trabalho missionário de Columba em lona resultou no surgimento de uma expansiva comunidade de cristãos de estilo celta, que evangelizaram de maneira agressiva os anglos e os saxões. Pouco antes da morte de Columba vai à Escócia como missionárioColumba, o papa Gregório enviou Agostinho e cerca de trinta outros monges para a Inglaterra a fim de evangelizar e fazer com que a igreja celta se conformasse com a igreja de Roma.

O sucesso obtido por Agostinho foi moderado e se concentrou especialmente em Kent e Essex. Em 627, Paulino de York estabeleceu a igreja romana na Nortúmbria, mas seus esforços logo fracassaram, quando um rei pagão chegou ao poder.

As duas tradições (Celta e Romana) não eram muito diferentes entre si. A maior distinção entre elas era a data na qual celebravam a Páscoa, e o fato de seus monges rasparem a cabeça de maneira diferente bem como algumas poucas divergências cerimoniais, não fundamentais.

Em 664, o assunto da divergência (Celta/Romana) foi levantado por Oswy, o novo rei da Nortúmbria, em uma reunião de cúpula pele fato de ele seguir a tradição celta, enquanto sua esposa era da tradição romana. Desse modo, ele estaria celebrando a Páscoa enquanto a rainha estaria jejuando na Quaresma, e isso simplesmente não daria certo. Então ele convocou uma assembleia na região de Whitby, onde a abadessa Hilda dirigia um mosteiro.

Nesse sínodo o rei ouviu os argumentos de Cedd e Colman, pelo lado celta, e de Wilfrid e Tiago, o Diácono, pelo lado romano. Todos esses homens eram cristãos devotos. Cedd, que defendia o lado celta era abade, já fundara vários mosteiros. Colman e Wilfrid foram bispos. Wilfrid já servira até mesmo como missionário na Frísia. Tiago levara adiante a obra de Paulino na Nortúmbria durante os momentos mais difíceis.

Todos tinham ótimas credenciais, discordavam, porém, com relação à Páscoa. Os líderes celtas reivindicavam a tradição de Columba, enquanto os líderes romanos citavam o Apóstolo Pedro.

Após ouvir os argumentos, o rei anunciou que seguiria a Pedro, uma vez que ele era o guardador das chaves do céu, e o ponto de vista romano prevaleceu.

Alguns historiadores argumentam que mais tarde essa decisão provou ser a mais sábia. Mesmo com a opção pelo sistema eclesiástico romano, a igreja inglesa alcançou o melhor dos dois mundos. O espírito evangelístico celta ainda estava bastante vivo, o que era bom, mas precisava da organização romana para se firmar.

Outros lamentaram porque a opção pelo sistema romano causou a perda da oportunidade de se ter uma importante tradição cristã separada e saudável como era o caso da comunidade Celta.

Logo após o Sínodo de Whitby, uma praga se abateu sobre a Inglaterra, nessa época o arcebispo de Cantuária morreu e por cinco anos, a igreja passou por dificuldades em razão de não ter liderança.

Então, Teodoro de Tarso chegou à região para assumir a posição. Agindo de maneira sábia, ele fortaleceu a liderança da igreja, indicando bispos e sacerdotes tanto da tradição celta quanto da romana e os estilos romano e celta se complementavam mutuamente mostrando a interdependência dessas duas tradições.

[1] Cristianismo céltico ou cristianismo irlandês (às vezes denominado Igreja Céltica ou Igreja Celta) refere-se ao cristianismo praticado na Idade Média e que se desenvolveu ao redor do Mar da Irlanda nos séculos V e VI entre povos celtas/britânicos tais como irlandeses, escoceses, galeses, córnicos e os habitantes da Ilha de Man, fruto do trabalho missionário de Columba. Por extensão, pode referir-se às redes monásticas fundadas como instituições-satélite de comunidades célticas da Escócia e da Europa Continental, especialmente da Gália (França). Neste sentido, cristianismo céltico (ou insular) pode ser distinguido por certas tradições únicas (especialmente em questões de liturgia e ritual) que eram diferentes daquelas do grande mundo romano. A expressão “cristianismo céltico” é por vezes estendida para além do século VII para descrever práticas cristãs posteriores nestas áreas; todavia, por conta da história das igrejas irlandesas, galesas, escocesas, bretãs e córnicas, que divergem significativamente após o século VIII (resultando numa grande diferença mesmo entre tradições irlandesas rivais), os historiadores geralmente evitam o uso da expressão neste contexto. Alguns historiadores não utilizam a expressão “Igreja Céltica”, visto que consideram que a expressão implica o sentido de que houve uma entidade unificada e identificável separada da grande Cristandade Latina.

Nota

Agostinho de Hipona, Agostinho de Cantuária. Nomes idênticos, porém, atuações e tempo de vida diferentes! Os codinomes fazendo referência ao local onde viveram falam de suas diferenças.

O mais conhecido é Santo Agostinho de Hipona. A história de sua conversão, a insistência de sua mãe pedindo a Deus pelo filho, marcam Santo Agostinho e Santa Mônica sua Mãe como exemplos de vida cristã.

A Conversão de Agostinho Web
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Agostinho de Hipona,

Agostinho de Hipona, Bispo da Igreja, Filósofo. Sua personalidade é conhecida no mundo inteiro sendo importante teólogo e filosofo. As faculdades de Filosofia e Teologia estudam muito seus escritos. Antes da conversão viveu uma vida distanciada de Deus, teve um filho chamado Adeodato, e nos deixou uma obra chamada Confissões que é um itinerário da Fé. Além do outro livro De Civitate Dei. Faleceu em 28 de agosto de 430 d.C. em Hipona.

Agostinho de Cantuária

Agostinho de Cantuária foi monge beneditino levou o cristianismo para a Inglaterra. Considerado apostolo da Inglaterra e fundador da Igreja naquele lugar. Foi o primeiro Bispo de Cantuária, no ano de 597 d.C. Embora seja Romano de nascimento faleceu em 26 de maio de 604 d.C., em Cantuária, Reino Unido, sua segunda pátria onde viveu anos de evangelização.

 

Lista sucessória dos Papas, chefes da Igreja Católica Apostólica Romana.

outros-papasEsta é uma lista sucessória dos Papas, chefes da Igreja Católica Apostólica Romana, com indicação dos seus anos de pontificado. Os antipapas estão incluídos ao final desta lista.

Não existe uma lista oficial de papas, mas o Anuário Pontifício, publicado pelo Vaticano, contém uma lista que é geralmente considerada a mais correta. Em 2001 foi feito um estudo rigoroso pela Igreja Católica sobre a história do papado.

Nunca houve um “Papa João XX”, nem um Papa Martinho II ou III (ainda que sejam assim designados por vezes os Papas Marinho I e II). Para a numeração dos papas com nome Estêvão, consulte Papa Estêvão. A numeração dos papas de nome “Félix” foi posteriormente corrigida para omitir o Antipapa Félix II. No entanto, a maioria das listas ainda nomeiam os últimos dois papas de nome Félix como Félix III e Félix IV. Adicionalmente, ainda houve um Antipapa Félix V.

Os nomes mais frequentes são “João” (23 vezes, o último foi São João XXIII), “Bento” (16 vezes, o último foi Bento XVI), “Gregório” (16 vezes, o último foi Gregório XVI), “Clemente” (14 vezes, o último foi Clemente XIV), “Inocêncio” (13 vezes, o último foi Inocêncio XIII) e “Leão” (13 vezes, o último foi Leão XIII).

Para ver a lista dos Papas clique no link abaixo

Lista de Papas 

Gregório I se torna papa em 590 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Gregorio I se torna papa 590 DC WebO título de Papa passou a ser utilizado a partir do século III. Antes de Gregório I também conhecido como Gregório Magno ou Gregório, o Grande, a Igreja católica teve 63 Papas contando com Pedro como sendo o primeiro e depois dele, a lista conta mais 202 até o atual Papa Francisco; perfazendo um número de 266 na lista sucessória dos Papas, chefes da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu Pontificado se iniciou em 3 de setembro de 590 no império bizantino e terminou em 12 de março de 604 com uma duração de 4938 dias, cerca de treze anos e meio e foi canonizado.  Os nomes mais frequentes de papas são: “João” (23 vezes, o último foi São João XXIII), “Bento” (16 vezes, o último foi Bento XVI), “Gregório” (16 vezes, o último foi Gregório XVI), “Clemente” (14 vezes, o último foi Clemente XIV), “Inocêncio” (13 vezes, o último foi Inocêncio XIII) e “Leão” (13 vezes, o último foi Leão XIII).

Embora não fosse mais a capital do império, Roma ainda possuía prestígio. Além do mais, a antiga cidade tinha ligações com os Apóstolos Pedro e Paulo. Por muitos anos, os bispos de Roma tentaram expandir o poder que conquistaram. Paulatinamente, a cidade alcançou posição de proeminência sobre as outras dioceses, e o bispo de Roma se tornou o papa.

Contudo, o homem que mais contribuiu para o incremento da autoridade e do poder do papado não fez isso buscando o ganho político, aliás este humilde monge, que não procurava altos postos, chegou ao papado contra a própria vontade.

Gregório nasceu em 540 de uma nobre família romana, que possuía uma história relacionada a serviços prestados na esfera política. Ele se tornou chefe da prefeitura de Roma, o mais alto cargo civil. Porém, não se sentia talhado para a vida pública e acabou renunciando, dividindo suas propriedades para a fundação de mosteiros, vindo a se unir a um deles posteriormente. Alguns anos mais tarde, ele mesmo se tornaria abade[1].

Sua piedade e, sem dúvida, seu passado de administrador habilidoso atraíram a atenção das pessoas. Em 590, quando o papa morreu, os romanos, de maneira unânime, pediram a Gregório que se tornasse seu sucessor. Embora Gregório se recusasse a fazê-lo, a vontade pública prevaleceu.

Como já fora um homem de Estado, o novo papa transpôs sua habilidade de governar para seu novo ofício. Quando os lombardos ameaçaram Roma, Gregório pediu ajuda ao imperador em Constantinopla. Como esse apoio não chegou, o bispo de Roma reuniu as tropas, negociou tratados e fez tudo o que era necessário para promover a paz. As ações independentes de Gregório provaram ao exarca do imperador (seu representante que estava em Ravena), que o papa era bastante capaz para manter a ordem em Roma. Esses movimentos políticos se tornariam uma espécie de primeiros passos para a divisão dos cristãos nos impérios do Oriente e do Ocidente.

Gregório, porém, não tinha ambições políticas. Seus interesses eram apenas espirituais. Extremamente preocupado com o cuidado pastoral, insistia em que o clero visse a si mesmo como um grupo de pastores e servos do rebanho. Gregório dizia que era “servo dos servos de Deus”, e sua obra intitulada “Livro do cuidado pastoral” — um estudo criterioso sobre as provações espirituais das pessoas e a maneira pela qual o clero deveria lidar com elas — tornou-se uma espécie de livro-texto ministerial da Idade Média.

Outra obra sua, “Diálogos”, foi a primeira tentativa de hagiografía (biografia dos santos) que enfatizava o fantástico e o miraculoso, o que acabou por transformar os santos em uma espécie de super-heróis da época. Durante seu papado, a veneração de partes do corpo, de roupas e de outros pertences dos santos foi encorajada, e isso viria a se transformar em uma das principais características da piedade medieval.

Por vários séculos, nenhuma igreja poderia se estabelecer se não tivesse alguma relíquia de um santo para ser colocada nela.

Embora Gregório não afirmasse ser teólogo, algumas de suas crenças se tornaram essenciais para a teologia católica. Ele acreditava no purgatório e ensinava que as missas celebradas a favor dos mortos poderiam aliviar as dores dos que estavam naquele local. Além disso, ajudou a popularizar o ensino de Dion isio Areopagita, que escreveu sobre diversas categorias de anjos. Depois de Gregório, essas ideias se tornariam grandemente aceitas.

Embora não tenha sido ele o criador do canto gregoriano, Gregório era bastante interessado na música da igreja (o cantochão deve muito à sua influência).

Além disso, Gregório autorizou uma missão evangelística à região de Kent, liderada por Agostinho, o missionário que, mais tarde, se tornaria o primeiro arcebispo da Cantuária.

Embora o cristianismo já tivesse alcançado a Bretanha, ao enviar essa missão sob a liderança de Agostinho, o papa estava estendendo o poder de Roma àquelas ilhas. O cristianismo, que tinha em Roma sua liderança, começava a tomar forma.

O bispo de Constantinopla afirmava ser o Patriarca Ecumênico (no sentido de “universal” ou “global”).

Gregório tanto se recusou a aceitar o uso desse título quanto o rejeitou para si mesmo. Tudo o que fez, porém, mostrou que Gregório via a si mesmo como o pastor-chefe de uma igreja mundial.

Em um espaço de 14 anos, Gregório realizou tantos feitos que as gerações posteriores o denominavam de Gregório, o Grande. Talvez ele tenha se tornado grande por ter sido um homem humilde.

[1] Título ou cargo do superior dos monges de uma abadia autônoma ou dos membros de certas ordens ou congregações religiosas monásticas. Abadia: local que abriga uma comunidade religiosa monástica; mosteiro.

Columba vai à Escócia como missionário 563 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Columba vai à Escócia como missionárioSão Columba (7 de dezembro de 521 – 9 de junho de 597), também conhecido como Columba de Iona, ou, em Gaélico, Colm Cille ou Columcille (pomba da Igreja). Foi a grande figura missionária da Escócia. Como Monge irlandês (gaélico) reintroduziu o Cristianismo entre os Pictos medievais. É dito como sendo o primeiro a ter avistado Nessie, o monstro do lago Ness.

Um irlandês evangelizou a Escócia. Seu nome era Columba — que quer dizer “pomba” — e ele nasceu em uma família de cristãos, em 521, no norte da Irlanda — hoje, o condado de Donegal. Depois de ter frequentado escolas monásticas, ajudou a estabelecer diversos mosteiros na Irlanda e tornou-se conhecido por sua erudição e piedade.

Diz-se que, em mais de uma ocasião, Columba teve discussões com Diamait o chefe de seu clã. Embora fosse cristão, Columba era de temperamento forte colérico, um tanto impaciente, o que o levou a enfrentar muitos problemas.

Nessa ocasião, parece que ele próprio foi a causa de uma batalha na qual morreram três mil homens. É claro que ele não tinha intenção de causar tamanho dano, mas, para sua segurança e para se penitenciar por seu erro, saiu da Irlanda, planejando converter o mesmo número de almas que supostamente levara à morte. Algumas fontes afirmam que ele também concordou em nunca mais voltar à sua terra natal.

Em 563, com doze amigos, Columba corajosamente lançou-se ao mar em uma currach, embarcação bastante popular na Irlanda. Eles se dirigiram a lona, uma ilha na costa ocidental da Escócia. Quando chegaram ali, os treze homens levantaram habitações simples e uma igreja de tábuas que foi usada como base para seus esforços missionários junto aos pictos[1], a tribo escocesa das vizinhanças.

Columba recorreu a Brude, o chefe de Inverness[2], mas Brude não queria nada com missionários. De acordo com as histórias que se contam, o chefe fechou os portões diante dos homens de Columba. Quando Columba fez o sinal da cruz, o portão se abriu e o chefe, apavorado, deu ouvidos à mensagem que eles traziam.

Os sacerdotes pagãos, os druidas, se opuseram aos missionários, mas não demorou muito para que os cristãos tivessem sucesso em evangelizar a Escócia e o norte da Inglaterra.

Columba continuou a viajar, e, posteriormente se tornou abade de um grande mosteiro em lona. Depois de sua morte, os abades dali mantiveram seu poder eclesiástico, tornando-se os mais elevados oficiais da Igreja da Escócia.

A partir de lona, os evangelistas se espalharam também para o continente, e os novos mosteiros criados na Europa se voltavam para o mosteiro daquela ilha em busca de orientação. Como resultado, lona ficou conhecida por sua erudição, piedade e evangelismo.

Os viquingues atacaram repetidamente aquela comunidade, mas ela não sucumbiu. Nesse lugar estão enterrados 46 reis escoceses com Columba seu primeiro abade. Os ataques viquingues profanaram os restos mortais de Columba diversas vezes.

Assim como aconteceu com os outros mosteiros durante a Reforma, o de lona também foi destruído. Em 1900, um duque escocês doou as terras à Igreja da Escócia. E, após 38 anos, uma comunidade de clérigos e leigos foi formada na ilha, a qual recebe hoje o apoio de milhares de membros associados ao redor de todo o mundo.

Na condição de erudito dedicado, Columba copiou livros e escreveu algumas obras. Ao defender a importância dos estudos, ele influenciou os monges da Idade das Trevas[3], os quais continuaram copiando manuscritos enquanto a capacidade de ler e escrever declinava em toda a Europa.

Muitos historiadores notaram a grande influência que o cristianismo teve sobre a Escócia. Columba, como o primeiro grande evangelista da Escócia, pode ser contado entre as testemunhas que levaram os vários pregadores, missionários e escritores saídos daquela pequena porção de terra em direção a tantos outros povos.

[1] Os pictos eram antigos habitantes da Escócia que estabeleceram seu próprio reino e lutaram contra os romanos na Britânia. Fontes romanas afirmam que os pictos teriam um poderoso reino com centro em Strathmore. Tiveram que enfrentar o advento de outros povos à Grã-Bretanha, entre eles os anglos da Úmbria do Norte; e os escotos procedentes da Irlanda, que formaram um reino na Dalriada.

[2] Inverness significa “boca do rio Ness”. É uma cidade da Escócia, capital da região de Highland. Possui mercado agropecuário e indústria têxtil. É centro comercial de lã. A sua catedral data do século XIX. Nesse local afirma-se ter visto o Monstro do Lago Ness, localizado ao sul da cidade.

[3] A “idade das trevas” foi um período da histórica que enfatiza as deteriorações cultural e econômica que ocorreram na Europa consequentes do declínio do Império Romano do Ocidente. O rótulo emprega o tradicional embate visual luz-versus-escuridão para contrastar a “escuridão” deste período com os períodos anteriores e posteriores de “luz”. É caracterizado por uma relativa escassez de registros históricos e outros escritos, pelo menos para algumas áreas da Europa, tornando esse período obscuro para os historiadores. O termo “Era das Trevas” deriva do Latim “saeculum obscurum”, originalmente aplicado por Caesar Baronius em 1602 a uma época tumultuada entre os séculos V e IX.

Bento de Núrsia estabelece sua ordem monástica 529 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Grandes AcontecimentosBento de Núrsia, irmão gêmeo de Santa Escolástica, nascido Benedito da Nórcia (em italiano: Benedetto di Norcia; em latim: Benedictus). Nórcia é uma comuna italiana da região da Úmbria, província de Perugia, com cerca de 4.695 habitantes. Nórcia na época de Bento pertencia ao Reino Ostrogótico[1]. Foi um monge, fundador da Ordem de São Bento ou Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração para muitas outras comunidades religiosas. O papa Paulo VI o designou patrono da Europa em 1964, sendo também patrono da Alemanha. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos e anglicanos. Fundou a Abadia de Monte Cassino, na Itália, destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada. O calendário católico-romano comemora-o a 11 de julho, data em que suas relíquias foram transladadas para a Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire.

Depois que o cristianismo foi aceito no governo de Constantino, foi difícil distinguir os que verdadeiramente seguiam a Cristo, pois ser cristão era a atitude mais popular a ser adotada naquela época. O resultado foi que muitos cristãos zelosos buscaram se separar das massas religiosas.

Antão começa sua vida de eremitaEremitas como Antão se tornaram famosos por suas façanhas de autonegação. Viviam sem comida e , as vezes, até sem dormir para buscar a santidade. Havia até práticas que para nós hoje pareceriam incabíveis como ficar em pé por horas enquanto oravam e até mesmo a viver no topo de pilares.

Os que haviam se cansado da igreja, que fazia muitas concessões e estava carregada de pecado, sentiram atração por esse tipo de comportamento que parecia provar a dedicação a Deus.

Por volta do ano 320, Pacômio deu origem ao monasticismo comunal. Ciente de que a tendência rumo à autonegação poderia sair do controle e até mesmo degenerar-se em uma disputa espiritual, Pacômio se esforçou para regulamentar o estilo de vida asceta, permitindo uma vida simples de autonegação que tivesse limites.

Outros, como Basílio o Grande (330-379), e os cristãos irlandeses, também fundaram comunidades monásticas.

Porém, Bento de Núrsia se tornou a verdadeira força por trás do monasticismo europeu. Ele nasceu em uma família italiana de classe alta e, ainda jovem, foi estudar em Roma. Contudo, a cidade que tinha a reputação de ser uma das mais cristãs do mundo era considerada por ele imoral e frívola.

Aborrecido com esse fato, Bento deixou Roma e se tornou eremita. Por sua espiritualidade, adquiriu uma reputação tal que as famílias traziam seus filhos para que fossem treinados por ele na vida cristã.

Com bastante relutância, Bento de Núrsia concordou em se tornar abade.

Quando se mostrou um disciplinador mais austero, o entusiasmo que as pessoas tinham por ele arrefeceu. Um monge chegou até mesmo a tentar envenená-lo.

Temendo por sua vida, Bento se escondeu em uma caverna e, depois, deixou a região. Contudo, seus problemas ensinaram uma importante lição: a disciplina é boa, mas expõe a fragilidade da natureza humana.

Por volta do ano 529, Bento se mudou para o monte Cassino onde demoliu um templo pagão que ainda estava em uso, para construir um mosteiro no lugar.

Se Bento apenas tivesse dado um monastério para a igreja, provavelmente não seria tão lembrado quanto foi por ser um disciplinador mais austero. As regras que ele escreveu para governar aquele mosteiro foi, de longe, muito mais importante que o edifício.

Bento concebeu o mosteiro como uma comunidade auto controlada e auto sustentada que tinha seus campos e oficinas. Ele queria criar uma “fortaleza espiritual” para assegurar que os monges não precisassem ir a qualquer outro lugar para satisfazer as necessidades da vida.

Dentro do confinamento da comunidade, os monges teciam as próprias roupas, plantavam a própria comida e faziam sua própria mobília. Vagar fora do perímetro do mosteiro era considerado grande perigo espiritual.

Como Bento já vira antes, alguns dos pretensos monges tinham um comprometimento muito fraco. Assim, criou um noviciado de um ano, um tempo no qual o monge poderia decidir se aquile estilo de vida era realmente o que queria. Somente depois desse período de testes é que ele faria os três votos que o desligariam completamente do mundo.

O voto de pobreza exigia que ele entregasse todos os seus bens pessoais à comunidade; o voto de castidade o levava a renunciar a todos os relacionamentos sexuais; o voto de obediência era promessa de obedecer sempre aos líderes do mosteiro.

A adoração desempenhava papel muito grande na vida monástica. A Região de São Bento prescrevia sete cultos por dia, incluindo-se um culto de vigília que acontecia às duas horas da manhã, considerado muito importante. Cada culto tinha cerca de vinte minutos e consistia praticamente da recitação de salmos.

Além da adoração pública, os monges tomavam parte em devoções pessoais como: leitura da Bíblia, meditação e oração.

Embora muitos acusassem as comunidades monásticas de se afastarem do mundo, os monges sempre oravam por quem estava fora de seus muros. Apesar de os monges orarem pelos que estavam fora dos muros do monastério, esse comportamento de completa separação parecia conflitar com o IDE do Mestre. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. (Mc 16,15).

“O ócio é o inimigo da alma”, declarava a Regra do monastério. Assim, todos os monges tinham de tomar parte no trabalho manual, incluindo a preparação de alimentos.

Embora essa vida de trabalho, oração e adoração possa parecer tediosa, foi uma tentativa de criar uma vida ordeira procurando não ir a extremos.

Bento também tentou disponibilizar a vida santa aos seres humanos comuns, fora do monastério.

Em sua regra, escreveu:

“Se parecemos muito severos, não se assuste e não saia correndo. A entrada para o caminho da salvação deve ser estreita. Contudo, conforme você progride na vida da fé, o coração se expande e anda mais rápido com a doçura do amor por todas as veredas dos mandamentos de Deus”.

Vivendo em uma era cruel e instável, o monasticismo beneditino forneceu refúgio aos que eram sensíveis à religião. Embora a Europa Ocidental tivesse se tornado nominalmente cristã, a maior parte da população ainda tinha comportamento pagão. Bento ofereceu uma vida calma, nobre e cheia de propósitos que não estava disponível fora do claustro. Muitas pessoas podem não simpatizar com esse afastamento, mas é certamente compreensível por que muitos buscavam a paz e a santidade em um mundo vulgar.

Bento de Núrsia deu ao monasticismo um lugar permanente na Europa ocidental. Sua Regra orienta comunidades monásticas há vários séculos e ainda está em vigência até hoje.

[1] O Reino Ostrogótico foi um Estado germânico fundado pelos ostrogodos que ocuparam a península Itálica e áreas vizinhas de 493 a 553.

O Concílio de Calcedônia 451 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

O Concílio de Calcedônia 451 d.C. webO Concílio de Calcedônia foi um concílio ecumênico que se realizou de 8 de outubro a 1 de novembro de 451 em Calcedônia, uma cidade da Bitínia, na Ásia Menor, frente a Constantinopla. Foi o quarto dos primeiros sete concílios ecumênicos da história do cristianismo, onde foi repudiada a doutrina de Êutiques relativa ao monofisismo e declarada a dualidade humana e divina de Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Concílio de Calcedônia 451 D.C.
Data 451 D.C.
Aceito por Católicos RomanosCatólicos Ortodoxos e Protestantes
Concílio anterior Segundo Concílio de Éfeso
Concílio seguinte Segundo Concílio de Constantinopla
Convocado por Imperador Marciano
Presidido por Pascânio
Afluência 500 Clérigos
Tópicos de discussão MonofisismoCristologia e decisões sobre o II Concilío de Éfeso, em 449 D.C.
Documentos Credo da Calcedônia e 28 cânones
 

Embora o Concilio de Nicéia tenha proclamado que Jesus era plenamente Deus, a Igreja ainda precisava compreender sua natureza humana. De que maneira o humano e o divino se inter-relacionavam no Filho de Deus?

A resposta viria por meio de um dos mais exaltados jogos de poder dentro da Igreja.

Conforme a igreja crescia, as principais cidades do império recebiam influência teológica através de seu clero.

A combinação de política e teologia resultava numa mistura poderosa. Alexandria e Roma geralmente ficavam no mesmo lado das questões, opondo-se a Antioquia e Constantinopla.

A influência grega permeava os pensamentos da Escola de Alexandrina e muitas pessoas de Alexandria tinham um histórico filosófico de origem grega.

Teologicamente, acreditavam que Jesus fora plenamente humano, mas eles tinham a tendência de enfatizar mais o Cristo como Palavra divina (Logos) do que o Jesus humano. Quando essa questão era levada ao extremo, existia a tendência de obscurecer a humanidade de Jesus a favor de sua divindade.

Apolinário, um dos principais defensores de Alexandria, lutara bravamente contra heresias como o arianismo e o maniqueísmo.

A Escola de Antioquia apresentava a tendência de se concentrar na humanidade de Jesus. Embora Jesus fosse divino, eles diziam que sua humanidade fora completa e normal.

Em 431, no Terceiro Concilio Ecumênico em Éfeso, o maquinador Cirilo conseguiu que Nestório fosse deposto antes que ele e seus amigos pudessem chegar ao local das reuniões. Quando os clérigos ausentes chegaram, condenaram Cirilo e seus seguidores sob a liderança de João, o patriarca de Antioquia. O imperador Teodósio, que convocara o concilio, foi pressionado e terminou por exilar Nestório.

Eutíquio, chefe de um mosteiro próximo a Constantinopla, ensinava uma ideia que passou a ser chamada monofisismo (de mono, “um”, e physis, “natureza”).

Esse ponto de vista sustentava que a natureza de Cristo estava perdida na divindade, “assim como uma gota d’água que cai no mar é absorvida por ele”.

O patriarca Flaviano de Constantinopla condenou Eutíquio por heresia, mas o patriarca Dióscoro, de Alexandria, o apoiou. A pedido de Dióscoro, Teodósio convocou outro concilio, que se reuniu em Efeso, em 449. Esse concilio proclamou que Eutíquio não era herege, mas muitas igrejas consideraram esse concilio inválido. O papa Leão I rotulou aquele encontro de “Sínodo de Ladrões” e, atualmente, ele não é considerado um concilio ecumênico válido.

O papa Leão I pediu ao imperador que convocasse outro concilio de modo que a igreja, como um todo, fosse representada. Esse concilio aconteceu na cidade de Calcedônia, próximo de Constantinopla, no ano de 451, atraindo cerca de quatrocentos bispos, número superior ao de qualquer outro concilio já realizado até aqueles dias.

Dióscoro sempre foi uma figura um tanto sinistra. Agora, nesse concilio, ele foi excomungado da igreja com resultado de suas ações no chamado “Sínodo de Ladrões”.

Durante o Concilio de Calcedônia foi lida uma afirmação sobre a natureza de Cristo, chamada “tomo” [carta dogmática], de autoria do papa Leão I. Os bispos incorporaram seu ensinamento à declaração de fé que foi chamada de Definição de fé de Calcedônia, Nessa Definição de fé, Cristo “reconhecidamente tem duas naturezas, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação, a propriedade característica de cada natureza é preservada e se reúne para formar uma pessoa”.

Essa concepção condenava as ideias de Apolinário e Eutíquio, além das posições atribuídas a Nestório.

Calcedônia foi o primeiro concilio no qual o papa exerceu papel importante.

Cada vez mais o foco da batalha seria entre Roma e Constantinopla.

Calcedônia foi o último concilio que tanto o Ocidente quanto o Oriente consideraram oficial, com relação à definição dos ensinamentos corretos. Esse também foi o último em que todas as regiões foram representadas e conseguiram concordar em questões fundamentais.

Embora Calcedônia não tenha resolvido o problema de como Jesus poderia ser tanto Deus quanto homem, esse concilio estabeleceu limites ao definir como incorretas certas interpretações hoje consideradas eréticas.

O concilio, ao referir-se à posição adotada por Apolinário e Eutíquio, disse: “Qualquer que tenha sido a maneira como isso ocorreu, sabemos que não aconteceu dessa maneira”.

Patrício é enviado como missionário à Irlanda 432 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do Cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Patrício da Irlanda (em inglês: Patrick; em latim: Patricius) foi primeiramente um missionário cristão, sendo depois sagrado bispo e santo padroeiro da Irlanda, Patrício da Irlanda webjuntamente com Santa Brígida de Kildare e São Columba. É considerado o Apóstolo da Irlanda.

 Um ex-escravo que nem nascera na Irlanda se tornaria a mais eficiente testemunha de Cristo naquele país. Patrício, filho de pais cristãos, nasceu na Bretanha romana por volta do ano 390. Embora nos primeiros anos esse menino não levasse a fé tão a sério, começou a orar com fervor aos dezesseis anos, quando foi preso, escravizado e enviado para trabalhar como guardador de porcos em uma fazenda no norte da Irlanda.

Para fugir de sua escravidão, Patrício viajou cerca de 320 quilômetros a pé rumo à costa. Ali, o capitão de um navio que transportava cachorros de caça concordou em levá-lo como tratador. Ele viajou para a França e, de lá, para um mosteiro no Mediterrâneo.

Quando voltou para sua terra natal, Patrício sonhou com as crianças irlandesas implorando para que ele levasse o Evangelho a elas.

“Imploramos que você venha e caminhe entre nós mais uma vez.”

Como achava que não tinha a compreensão adequada da fé, Patrício voltou para a França a fim de estudar em um mosteiro. Por volta do ano 432, ele voltou à Irlanda.

Poucos anos antes de Patrício iniciar seu ministério, o monge britânico Paládio tentara converter os irlandeses, mas obtivera pouco sucesso.

Os anos de escravidão de Patrício entre os irlandeses, o prepararam para ser um homem de coragem, que compreendia aquele povo e sabia como pregar para eles.

A lenda obscurece muitos dados da vida de Patrício, mas a história de muitas vilas atesta seu ministério naquele pais.

Patrício converteu a maioria dos irlandeses ao cristianismo, estabelecendo cerca de 300 igrejas e batizando cerca de 120 mil pessoas.

Embora Patrício enfrentasse problemas com alguns chefes de tribos hostis e com os druidas, (os defensores do velho paganismo), “o povo comum o ouvia com alegria”.

Seu trabalho entre os irlandeses foi tal que não houve um mártir sequer no processo de conversão dos membros daquelas tribos contenciosas.

Usando como metáfora a natureza, à qual os irlandeses já haviam adorado no passado, Patrício descreveu a Trindade comparando-a a um trevo.

A compreensão dos irlandeses de que Patrício agia por Deus quando extirpou a falsa religião e estabeleceu a verdade entre o povo pode ser vista na lenda que diz que ele expulsou as cobras da Irlanda.

Depois de 30 anos de ministério altruísta Patrício morreu, por volta do ano 460 D.C.

Ele nos deixou poucas coisas escritas, dentre as quais podemos destacar o notável hino I bind unto myself today (Eu me comprometo hoje), conhecido como “Brasão de Patrício”.

Muitos anos depois, os missionários da Igreja Ocidental chegaram à Irlanda e descobriram uma fé viva naquele lugar. Os sacerdotes e monges irlandeses eram estudiosos e missionários notáveis, e a Igreja causou profundo efeito sobre as pessoas comuns daquela época.

O clero vivia de maneira simples e devota, muitas vezes em circunstâncias difíceis. Embora seus mosteiros fossem despretensiosos e simples estruturas de pedra, o aprendizado e a arte (por exemplo, o extraordinário Livro de Kells[1]) mostravam a piedade viva dos monges.

O fato é que esse estilo de vida piedoso alcançou o restante da Europa à medida que levaram a Palavra para fora de seu país.

A Igreja da Irlanda se desenvolveu à parte do sistema hierárquico de Roma, pois Patrício evangelizou a nação sem se basear na igreja oficial.

A igreja irlandesa foi organizada ao redor de mosteiros, o que refletia o sistema tribal da nação. Sem o desejo de estabelecer uma burocracia eclesiástica, os abades irlandeses encorajaram seus monges a levar adiante o “verdadeiro negócio” da Igreja: pregar, estudar e ministrar aos pobres.

A Irlanda só se tornou católica por volta do ano 1100, quando o papa deu a Henrique II, rei da Inglaterra, a soberania sobre a Irlanda. Em sinal de admiração pela maneira como Patrício trabalhara na conversão dos irlandeses, a Igreja Católica o canonizou.

[1] O Livro de Kells (em inglês: Book of Kells; em irlandês: Leabhar Cheanannais), também conhecido como Grande Evangeliário de São Columba, é um manuscrito ilustrado com motivos ornamentais, feito por monges celtas por volta do ano 800 AD no estilo conhecido por arte insular. Peça principal do cristianismo irlandês e da arte hiberno-saxônica, constitui, apesar de não concluído, um dos mais suntuosos manuscritos iluminados que restaram da Idade Média. Em razão da sua grande beleza e da excelente técnica do seu acabamento, este manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval. Escrito em latim, o Livro de Kells contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de notas preliminares e explicativas, e numerosas ilustrações e iluminuras coloridas. O manuscrito encontra-se exposto permanentemente na biblioteca do Trinity College de Dublin, República da Irlanda, sob a referência MS A. I. (58).

Shekhinah, Kevod ou Paneh? Comentado por Pastor Luiz Antonio

Shekináh WebO vocábulo Shekhinah significa literalmente “habitação”, “assentamento” e é utilizado para designar a habitação ou presença de Deus especialmente no Templo em Jerusalém, porém não consta no texto da Torá.

A shekhinah tem relação com o lugar (O Templo – Beit Há’Miquidash) enquanto o hebraico “Paneh” designa a “presença” pessoal de Deus em qualquer lugar.

Paneh significa literalmente face, presença pessoal, rosto.

Quando o hebraico “paneh” aparece no texto bíblico invoca a adeia de estar “em frente de”, “na presença de”, “diante da face de”, “diante de ou na presença de”.

Shekhinah não é a Gloria de Deus; “Kevod” sim é a “Gloria” de Deus.

Uma nota importante é que a palavra Shekhinah não é encontrada em nenhum dicionário hebraico. Eu pelo menos não a encontrei nem no “Léxico de grego e hebraico” que tenho!

No hebraico bíblico, a palavra Shekhinah nunca foi usada. A palavra Shekhinah só aparece na Cabala hebraica. O verbo Shachan é usado na Bíblia hebraica em (Êxodo 40:35: “Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia (Shachan) sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo”.

Sharan

O vocábulo “Shekhinah” não aparece na Bíblia Judaica nem no Novo Testamento, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica (Shachan: habitar, morar; situar, estabelecer).

A expressão “Shekhinah”, como uma ideia concreta, aparece só na Literatura rabínica. Na “TORÁ” há somente “alusões” a esta presença divina, no meio do povo de Israel, por exemplo, quando Deus disse ao seu povo em Êxodo 25:8 (ARC95) “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”.

VEsharan

 

 

 

 

A mulher vestida do sol – comentado por Pastor Luiz Antonio.

A mulher vestida do sol – Capítulo XII – Compreende os versículos 1-17.

A Mulher vestida do Sol
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1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. 2 E estava grávida e com dores de parto e gritava com ânsias de dar à luz. 3 E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete diademas. 4 E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. 5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. 6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. 7 E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, 8 mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus. 9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Ap. 12 1-9

Os capítulos 12 e 13 do Apocalipse mostram 7 agentes especiais:

  • Dragão1º Agente: A Mulher
  • 2º Agente: O Dragão
  • 3º Agente: O Menino
  • 4º Agente: Miguel – O Arcanjo
  • 5º Agente: A semente da Mulher
  • 6º Agente: A 1ª Besta – O Antcristo
  • 7º Agente: A 2ª Besta – O Falso Profeta

 

1º Agente: A Mulher

 A Mulher“E VIU-SE um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”.

 “…Viu-se…” – João é escolhido para “VER” o futuro sombrio das nãções escatológicas! Por 43 vezes afirmaeu “VI”. Por duas vezes (1 e 3), neste capítulo, aparece a expressão impessoal “viu-se”. A expressão “viu-se” mostra que não só uma pessoa foi testemunha, mas várias.

“…Um grande sinal…” – O termo grego “semeion” é a palavra que comumente significa “sinal” ou “marca distintiva”. Mas nos evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos com frequência é usado para indicar um “milagre”, uma “maravilha”, cuja finalidade é convencer os homens acerca de uma intervenção divina.

       A expressão ocorre setenta e sete vezes no Novo Testamento, quarenta e oito vezes somente nos evangelhos.

       Treze vezes ocorre em Atos, oito nas Epístolas de Paulo, uma vez em Hebreus (2.4), e treze no Apocalipse (9.5; 12.1, 3; 13.14, 16, 17; 14.9, 11; 15.1, 2; 16.2; 19.20; 20.4).

       No Evangelho de João aparece com o significado de “sinal milagroso” (Jo 2.11, 18, 23). No presente texto, “o sinal” é uma maravilha celestial.

“…Uma mulher…” – A primeira vez que aparece a figura feminina no Apocalipse é no capítulo 2.20.

       Mas ao todo, temos quatro mulheres representativas no Apocalipse, que expressam uma reunião de pessoas em um sistema, a saber: (com exceção de uma: Jezabel), que é uma mulher literal.

  • (a) Jezabel. Ap 2.20;
  • (b) A mulher do presente versículo. (Ap 12.1;
  • (c) A mulher vestida de púrpura e de escarlata. Ap 17.4;
  • (d) A mulher do Cordeiro. Ap 21.9.

       Quase que todos os teólogos, seguem neste capítulo, a mesma linha de pensamentos, a saber: A mulher representa a Nação Israelita.

“…ouço uma voz como de mulher que está de parto, uma angústia como da que está com dores do primeiro filho; a voz da filha de Sião, ofegante, que estende as mãos, dizendo: Oh! Ai de mim agora! Porque a minha alma desmaia diante dos assassinos”. Jr 4.31.

       Em figura de retórica[1] temos Jer. 3, 1 a seguir e Os 1. 2, 3. Onde seu relacionamente com sua esposa Gomer tipifica Israel.

 “…Vestida do sol…” – Estar vestida do sol equivale a estar revestida de luz. Bem perto de Deus, pois “…Deus é sol” (Sl 84.11).

  •        Ele “cobre-se de luz como de um vestido” ( Sl 104.2);
  •        A luz é a vestimenta de Deus. Ele é luz.
  •        Jesus Cristo é também: “…O sol da justiça” (Ml 4.2).

      O sol é o rei do dia e a lua é a rainha da noite; estar vestida do sol significa ser um glorioso facho de luz para o mundo…”. a grande glória de Israel (vestido de luz) fala de como Deus elevou aquela nação para trazer o Messias (a Luz do mundo), o Redentor Universal.

       “…Tendo a lua debaixo dos seus pés…”

       O simbolismo do sol, lua e estrelas sugere um resumo da história de Israel, como se depreende de Gn 37.9. “Assim como a lua está subordinada ao sol e recebe dele sua luz, toda a glória de Israel e sua influência provêm daquele que o comprou, dando-lhe vida. A lua brilha de noite; assim Israel deve brilhar, dar seu brilhante testemunho, em meio às trevas sombrias na era da Grande Tribulação”.

“…Uma coroa de doze estrelas…”

       Em razão da Igreja não estar em foco na época da Grande Tribulação, as doze estrelas representam os doze patriarcas, que são o princípio da formação da Nação Israelita.

       O simbolismo que eu defendo aqui faz agente pensar no sonho de José em (Gn 37.9) que diz:

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“…Eis que ainda sonhei um sonho: e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim”. Em simbolismo o sol, a lua e as estrelas prestavam honrarias a José, e estas figuras falam da nação de Israel.

 

Não devemos pensar na Igreja nesta interpretação, pois a era da Igreja já passou e ela se encontra ao lado de Cristo nas “bodas do Cordeiro” (Ap 3.10 e 19.9).

  1. “E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsia de dar à luz”.

 “…com dores de parto…” – Essa mulher é uma metáfora à nação de Israel que sofreu para trazer o Messias ao mundo. Esse simbolismo é usado acerca de Israel, nas páginas do Antigo Testamento (Is 66.7, 8)

“Antes que estivesse de parto, ela deu à luz; antes que lhe viessem as dores, ela deu à luz um filho. Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos. Abriria eu a madre e não geraria, diz o Senhor; geraria eu e fecharia a madre? — diz o teu Deus”. (Is 66.7, 8).

        Os profetas descreveram a nação de Israel como quem sofria as dores de parto com o objetivo de trazer Cristo ao mundo a fim de reger todas as nações, foi uma longa agonia.

 

[1] Figura de Retórica. São estratégias que o orador (ou escritor) pode aplicar ao texto para conseguir um determinado efeito na interpretação do ouvinte (ou leitor). Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas.

Halloween ou Reforma Protestante?

Halloween – Dia das bruxas

Sem título-1Dia das Bruxas (em inglês: Halloween) é uma celebração observada em vários países em 31 de outubro, véspera da festa cristã ocidental do Dia de Todos os Santos. Ela começa com a vigília de três dias dedicada a lembrar os mortos, incluindo santos (hallows), mártires e todos os fiéis falecidos.

Acredita-se que muitas das tradições do Halloween originaram-se do antigo festival celta da colheita, o Samhain, e que esta festividade gaélica[1] foi cristianizada pela Igreja. O Samhain e outras festas também podem ter tido raízes pagãs. Alguns, no entanto, apoiam a visão de que o Halloween começou independentemente do Samhain e tem raízes cristãs.

Entre as atividades mais comuns do Halloween, estão festas à fantasia, praticar brincadeiras como “doces ou travessuras”, decorar a casa, fazer lanternas de abóbora, fogueiras, jogos de adivinhação, “atrações assombradas”, contar histórias assustadoras e assistir filmes de terror.

Em muitas partes do mundo, as vigílias religiosas cristãs de Halloween, como frequentar os cultos da igreja e acender velas nos túmulos dos mortos, permanecem populares, embora em outros lugares seja uma celebração mais comercial e secular. Alguns cristãos historicamente se abstém de carne no Dia das Bruxas.

Etimologia

halloween 2O primeiro registro do termo Halloween data de 1745. O vocabulo é uma contracção dos termos escocêses “All Hallows’ Eve”, que significa véspera do Dia de Todos-os-Santos, data comemorativa do calendário cristão. Embora existam várias teorias sobre a origem, a mais difundida aponta para o festival celta de Samhain, celebrado na Irlanda, Escócia e Ilha de Man.

História

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.

Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão, já que (samhain significa literalmente “fim do verão”).

A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem pagã

A origem pagã do “dia das bruxas” tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo antigo da perfeição celta). A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 a.C.) acabou unindo a cultura latina com a celta, acabando com a cultura celta com o tempo.

No final do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada, ou quase nada sobre ela; tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se, porém, que as festividades do Samhan eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de outono e o solstício de inverno, no hemisfério norte). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, enquanto esperavam o ano novo celta.

A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava a união entre essa vida e a vindoura, invocava o que para os cristãos seria “o céu e a terra” (conceito que só chegaria com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor.

As festas de Samhain, (literalmente “fim do verão”), eram presididas pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas vivas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem católica

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé.

A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1 de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de “Todos os Santos” fosse celebrada universalmente.

Hallows eveComo festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos, ou véspera do Dia de todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e All Hallow Een até chegar à palavra atual Halloween (dia das Bruxas).

Atualmente – Dia das bruxas

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha no princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.

Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV.

Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte.

Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.

Alguns fiéis, dotados de um espírito mais cômico, na véspera da festa de finados, costumavam adornar as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém).

Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, pela qual todos deveriam passar.

Na Idade Média, um costume do Dia de Finados era o souling (de “soul”, alma), em que crianças iam pelas portas pedindo um bolo, o “bolo das almas”, e em troca disso faziam uma oração pelos familiares falecidos de quem lhes dava o bolo.

Essa tradição (trick or treat, “doce ou travessura”) pode ter evoluído dessa tradição e teve possivelmente origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500-1700).

Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I.

O plano, conhecido como Gunpowder Plot (Conspiração da pólvora), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida.

Em pouco tempo a data converteu-se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo-lhes: trick or treat (doce ou travessuras). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de outubro, unindo-a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses.

Portanto, a atual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa, onde hoje, por colonização cultural dos Estados Unidos, aparece o Halloween enquanto desaparecem as tradições locais.

Conclusão – Um Alerta

O Halloween é mais do que simples “travessuras ou doces”. Na verdade, o dia das bruxas é uma festa pagã, em sua origem e prática, e é uma das datas mais importantes para os adeptos da igreja satânica.

Bruxos, satanistas e adoradores do diabo consideram está festa o dia ideal para fazer sacrifícios humanos e pactos satânicos. Há relatos de que no período de 15 dias antes da data de 31 de outubro e 15 dias após, os seguidores do diabo sacrificam pessoas, confiados na promessa de que alcançarão mais poder e prosperidade.

Conforme as estatísticas, inclusive as do FBI, nos meses de agosto, setembro e outubro acontecem várias atrocidades, inclusive o desaparecimento de crianças do mundo inteiro, principalmente nos EUA.

sacrificio crianças illuminati desaparecidas rapto sequestroA autora do livro “Satanás Escondido” conta que uma destas comemorações de Halloween, tentaram introduzi-la em um ritual satânico e pediram que sacrificasse uma criança recém-nascida. Neste mesmo livro, ela relata que muitas das moças desaparecidas nos meses de março e abril são usadas para a procriação, e seu fetos sacrificados na época do Halloween. Os moradores de Anaheim, CA, também sabem e sentiram os efeitos desta Convenção de Satanás. A própria policia da cidade pede aos crentes que tomem algum tipo de providência, pois reconhecem que do Centro de Convenções de Bruxos, emana uma onda de violência e maus presságios. Os bruxos e adoradores do diabo não perdem tempo. Eles traçam metas horríveis para combater os cristão como, por exemplo, a destruição de 60 mil famílias por ano. Fora isso, trabalham incansavelmente, para que milhares de jovens e crianças sejam envolvidas e aprisionados pelas drogas, prostituição e violência, confirmando algumas histórias da dramaturgia cinematográfica americana.

Conforme a bruxa paulista Rosa Maria Biancardi, em uma entrevista ao jornal O Tempo de Belo Horizonte, os Celtas há mais de 2 mil anos, festejavam o dia dos mortos na data de 31 de outubro, celebrando a travessia e a troca de energia com antepassados.

A festa do Dia das Bruxas, trata de um ritual satânico e demoníaco que envolve crianças inocentes e faz com que as pessoas cultuem o mal.

O crente em vez de compactuar com esta festa deveria combater a influência americana do Halloween, os pastores deveriam convocar suas Igrejas para se posicionarem, orando e jejuando contra este mal que está tomando conta do mundo inteiro, inclusive no Brasil.

REFORMA PROTESTANTE 1517 WEB“É hora de sermos radicais, porque o povo crente não comemora o “DIA DA REFORMA PROTESTANTE” EM 31 DE OUTUBRO, em vez de celebrar uma festa diabólica como o Halloween. Os protestantes/evangélicos deveriam guerrear no dia 31 de outubro, com clamores, jejuns e orações ao Deus altíssimo, combatendo as hostes satânicas e não celebrar com elas!

“Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra as forças deste mundo tenebroso, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais “. (Efésios Cap. 6: 12)

REFERÊNCIAS

Halloween noun – Definition, pictures, pronunciation and usage notes – Oxford Advanced Learner’s Dictionary at OxfordLearnersDictionaries.com». oald8.oxfordlearnersdictionaries.com
«Tudor Hallowtide». National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty. 2012. Hallowtide covers the three days – 31 October (All-Hallows Eve or Hallowe’en), 1 November (All Saints) and 2 November (All Souls).
Hughes, Rebekkah (29 de outubro de 2014). «Happy Hallowe’en Surrey!» (PDF). The Stag. University of Surrey. p. 1. Consultado em 31 de outubro de 2015.
Don’t Know Much About Mythology: Everything You Need to Know About the Greatest Stories in Human History but Never Learned (Davis), HarperCollins, page 231
«BBC – Religions – Christianity: All Hallows’ Eve». British Broadcasting Corporation (BBC). 2010. Consultado em 1 de novembro de 2011.
Smith, Bonnie G. (2004). Women’s History in Global Perspective. [S.l.]: University of Illinois Press. p. 66. ISBN 9780252029318
Roberts, Brian K. (1987). The Making of the English Village: A Study in Historical Geography. [S.l.]: Longman Scientific & Technical. ISBN 9780582301436
Mosteller, Angie (11 de outubro de 2012). «Is Halloween Pagan in Origin?». Crosswalk
Bolinius, Erich (31 de outubro de 2006). «Halloween» (em alemão). FDP Emden
Skog, Jason (2008). Teens in Finland. [S.l.]: Capstone. p. 31. ISBN 9780756534059
«All Hallows Eve Service» (PDF). Duke University. 31 de outubro de 2012. Consultado em 31 de maio de 2014.
Hynes, Mary Ellen (1993). Companion to the Calendar. [S.l.]: Liturgy Training Publications. p. 160. ISBN 9781568540115. In most of Europe, Halloween is strictly a religious event. Sometimes in North America the church’s traditions are lost or confused.
All Hallows’ Eve (Diana Swift), Anglican Journal
«Online Etymology Dictionary: Halloween». Etymonline.com. Consultado em 13 de outubro de 2013.
«halloween – Origin and meaning of the name halloween by Online Etymology Dictionary». http://www.etymonline.com
A Pocket Guide To Superstitions Of The British Isles (Publisher: Penguin Books Ltd; Reprint edition: 4 November 2004) ISBN 0-14-051549-6
All Hallows’ Eve BBC. Retrieved 31 October 2011.

[1] Que é relativo a Gaélico, próprio dos celtas da Grã-Bretanha ou Irlanda.

Se voce tem o chamado, nós temos o conhecimento!

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