O incêndio de Roma – 64 D.C. – Grandes acontecimentos que marcaram a história do cristianismo. (Comentário de Pastor Luiz Antonio).

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O incêndio de Roma – 64 D.C.

(Comentário de Pastor Luiz Antonio).

Talvez o cristianismo não tivesse se expandido tanto se o Império Romano não tivesse existido. As estradas romanas que unificavam praticamente todo o império ajudaram muito na expansão do Evangelho. Com elas as viagens ficaram mais fáceis. Inclusive a afirmação de Cristo em Apocalipse 3,8 pode referir-se a elas!

 

“…eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar…”

Cinco coisas sobre esta “porta aberta”:

A “porta aberta” diante da igreja de Filadélfia, possivelmente era a rota (estrada) que ligava Jerusalém a capital do império Romano.

Esta “porta aberta” representava a rota da estrada do correio imperial que vinha de Roma e atravessava o porto de Trôade, seguindo para Pérgamo, Sardes, Antioquia capital da Psídia, depois de atravessar outras regiões, essa via alcançava a Antioquia capital da Síria, e finalmente, alcançava Jerusalém.

Todos os viajantes vindos de Roma e todos os de Esmirna que se dirigiam ao centro da Ásia Menor passavam em Filadélfia.

A passagem quase obrigatória desses viajantes por Filadélfia representava, para a igreja, uma grande “porta aberta diante de si”, para evangelização e testemunho.

Através dessa estrada (porta), podiam ser alcançados até os viajantes das regiões e cidades mais distantes”.

As pessoas falavam grego por todo o império e o forte exército romano mantinha a paz. O resultado da facilidade de locomoção proporcionado pelas estradas romanas foi a migração de centenas de pessoas para cidades maiores, como Roma, Corinto, Atenas ou Alexandria.

Com isso o cristianismo encontrou um clima aberto para seu crescimento. As pessoas daquela época abraçavam com facilidade as religiões orientais como a adoração a Isis, Dionísio, Mitra, Cibele e outros.

Esses adoradores estavam sempre em busca de novas crenças, mas algumas dessas religiões foram declaradas ilegais por serem suspeitas de praticar rituais ofensivos. Outras crenças foram oficialmente reconhecidas, como aconteceu com o judaísmo, que já desfrutava de proteção especial desde os dias de Júlio César, embora o monoteísmo do judaísmo e sua forma de revelação o colocasse à parte das outras formas de adoração.

Vendo esta vantagem, os missionários cristãos viajaram por todo o império espalhando o Evangelho do Reino. Ao compartilhar sua mensagem, as pessoas nas sinagogas judaicas, nos assentamentos dos artesãos e nos cortiços se convertiam. Em pouco tempo, todas as cidades principais tinham igrejas, incluindo a capital imperial.

Roma, o centro do império, atraía pessoas como um ímã. Até Paulo quis visitar Roma:

10…pedindo sempre em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco. 11Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados, 12isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, tanto vossa como minha. (Rm 1.10-12).

Na época em que Paulo escreveu sua carta à igreja romana, ele já saudava diversos cristãos romanos pelo nome talvez porque já os tivesse encontrado em suas viagens. (Rm 16. 3-15).

Paulo chegou a Roma como preso. O livro de Atos dos Apóstolos termina narrando que Paulo recebia convidados e os ensinava em sua casa, onde cumpria pena de prisão domiciliar, ainda que, de certa forma, não vigiada.

A tradição também diz que Pedro passou algum tempo na igreja romana. Embora não tenhamos números precisos, podemos dizer que, sob a liderança desses dois homens, a igreja se fortaleceu, recebendo tanto nobres e soldados quanto artesãos e servos.

Durante três décadas, os oficiais romanos achavam que o cristianismo era apenas uma ramificação do judaísmo (uma religião legal) e tiveram pouco interesse em perseguir a nova “seita judaica”.

Mas muitos judeus escandalizados pela nova fé, partiram para o ataque, tentando inclusive envolver Roma no conflito.

Por volta de 64 d.C., alguns oficiais romanos começaram a perceber que o cristianismo era substancialmente diferente do judaísmo.

Os judeus rejeitavam o cristianismo, e por influência deles cada vez mais pessoas começaram a ver o cristianismo como uma religião ilegal, assim a opinião pública em relação ao cristianismo pode ter começado a mudar mesmo antes do incêndio de Roma.

Embora os romanos aceitassem facilmente novos deuses, o cristianismo não estava disposto a partilhar sua honra com outras crenças e quando o cristianismo desafiou o politeísmo tão arraigado de Roma com sua pregação monoteísta, o império contra-atacou.

O grande incêndio de Roma teve início na noite de 18 de julho, no ano 64 d.C., afetando 10 das 14 zonas da antiga cidade de Roma, três das quais foram completamente destruídas.

O incêndio se prolongou por sete dias, consumindo um quarteirão após o outro dos cortiços populosos. De um total de catorze quarteirões, dez foram destruídos, e morreram muitas pessoas.

A lenda diz que o imperador romano Nero “dedilhava” um instrumento musical, enquanto Roma era destruída pelas chamas. Muitos de seus contemporâneos achavam que Nero fora o responsável pelo incêndio.

Quando a cidade foi reconstruída, mediante o uso de altas somas do dinheiro público, Nero se apoderou de uma grande extensão de terra e construiu ali os Palácios Dourados. O incêndio pode ter sido a maneira mais rápida de renovar a paisagem urbana para a obra de Nero.

Para desviar a culpa que recaíra sobre si, o imperador acusou os cristãos de terem dado início ao incêndio. Como resultado, Nero jurou perseguir e matar os cristãos.

A primeira onda da perseguição romana se estendeu de um período pouco posterior ao incêndio de Roma até a morte de Nero, em 68 d.C.

A tirania de Nero o levou a crucificar e queimar vários cristãos e iluminar as estradas romanas com seus corpos usados como tochas!

Outros vestidos com peles de animais, eram destroçados por cães nas arenas. De acordo com a tradição, tanto Pedro como Paulo foram martirizados na perseguição de Nero: Paulo foi decapitado, e Pedro foi crucificado de cabeça para baixo.

Tertuliano, escritor cristão do século lI, disse: “O sangue dos mártires é a semente da igreja”. Afirmação esta que pôde ser constatada ao longo da renhida história que se seguiu; pois para surpresa geral, sempre que surgia uma perseguição, o número de cristãos a ser perseguido era maior. Em sua primeira carta, Pedro encorajou os cristãos a suportar o sofrimento, confiantes na vitória derradeira e no governo divino que seria estabelecido em Cristo (l Pe 5.8-11). Mesmo sob essa severa situação o crescimento da igreja pode ser verificado.

 

 

REFERÊNCIAS
Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo.
  1. KENNETH Curtis – J. STEPHEN Lang – RANDY Petersen.

 

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