Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. CAPÍTULO III – SÉTIMA CARTA; À IGREJA DE LAODICÉIA

“…Ao anjo da Igreja”.

Como em todas as mensagens anteriores a “carta” inicia-se com a expressão “…e ao anjo da igreja”, vocês já estão familiarizados com os “anjos” (mensageiros/pastores), que no contexto são chamados de “estrelas” (1.20; 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14). Não temos informação sobre este também.

LAODICÉIA. O nome Laodicéia significa “direitos do povo”, era um nome muito

comum e foi dado a várias cidades em honra às esposas reais.

Era uma das cidades políticamente mais importantes e financeiramente mais

florescentes da Ásia Menor.

Era frequentemente chamada a “Metrópole” como se fora a sede do governo de vinte e cinco outras cidades. O deus pagão adorado ali era Zeus e Laodiceia foi por certo tempo conhecida por Diópolis (Cidade de Zeus). Frequentes terremotos acabaram finalmente por causar seu completo abandono.

Situação Geográfica: Laodicéia era uma cidade da província romana da Ásia Menor. A cidade recebeu este nome em alusão à esposa de Antíoco II que tinha o nome de Laodice.

…Isto diz o Amém…”

Como já ficou demonstrado nos comentários anteriores quando Jesus se apresenta a cada igreja, primeiro faz uma pequena introdução, depois prossegue.

A palavra “Amém” chegou a nós sem tradução do hebraico para o grego e do grego para o português.

O sentido derivado que inferimos das palavras originais  grega/hebraica dão a idéia de alguma coisa que é afirmada, ou confirmada positivamente (que assim seja).

O termo é aplicado à pessoa de Cristo, significando que Ele o “sim” de Deus para todas as promessas (2 Co 1.19-20). Cristo é o “Amém” personificado, isto é, o “SIM” e “fim” de todas as coisas. Clique no Link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. CAPÍTULO III – SEXTA CARTA: À IGREJA DE FILADÉLFIA

  1. “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre”.

“…O anjo da igreja”. Como os demais, nada se sabe de certo sobre a biografia desse “anjo” (pastor), a não ser aquilo que é depreendido do texto em foco.

Jesus se apresenta a este anjo (pastor) da igreja como “que é santo, o que é verdadeiro” características comuns a ambos (Jesus e o anjo daquela Igreja).

Este pastor estava no meio de lobos ginósticos, mas não negou sua fé!  A expressão tendo pouca força”, pode referir-se (eu penso) ao seu conhecimento, articulação teológica, etc. comparadas ao conhecimento dos mestres gnósticos que se gabavam de sua força e capacidade de articular seus conhecimentos.

FILADÉLFIA. (grego – Philadelphos). O nome significa “amor fraternal”. literalmente, “amor fraterno”, “amor de irmão”: φίλος (philos) significa “amor”, e αδελφός (adelphos), “irmão”.

Situação Geográfica: Filadélfia era uma cidade da província romana da Ásia Menor, atualmente a Alasehir cidade da Turquia está construída em seu lugar.

Fundada em 150 a.C. por Atalo II Filadelfo no vale Cógamo, ao pé do Monte Tmolo a mais ou menos 122 quilômetros de Esmirna. Atalo deu este nome à cidade em homenagem a seu irmão mais velho Eumênes II. Literalmente (Philadelphos) pode ser traduzido como: (Philos/amigo) e (Delphos/irmãos), amigos irmãos ou amor fraterno. Era o que esses dois irmãos eram. Clique no link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. CAPÍTULO III – QUINTA CARTA, À IGREJA DE SARDES

“…Ao anjo da igreja”.

A expressão: “tens nome de que vives” dá a entender que este pastor era um “cristão nominal”[1]. Um cristão só de nome! Tem o nome de cristão, mas não vive como cristão. O que caracteriza um cristão nominal é a sua falta de compromisso com Cristo, porque vive uma experiência puramente emocional e não espiritual. Conhece a Cristo de nome, mas não experimentou o  novo nascimento ou a regeneração.

A carta à Igreja de Sardes conforme dito em comentários anteriores foi escrita no primeiro século 96 d.C.

A História Eclesiástica de Eusébio menciona três vezes “Melito”, um “anjo/pastor” muito famoso dessa igreja, no século II.

Melito escreveu uma apologia, dirigida ao imperador romano, em defesa da fé cristã. Ele foi um crente intenso, dotado de grande poder e autoridade na sua geração, bem diferente do pastor em foco na carta à Igreja de Sardes.

SARDES. O nome em grego significa “príncipe de gozo”.

Geograficamente situava-se no pequeno Continente da Ásia Menor. Era a capital do antigo reino da Lídia.

Sardes já foi uma fortaleza poderosa, mas Ciro, rei da Pérsia a conquistou no ano de (549 a. C.). Essa cidade já esteve também sob o domínio de Antíoco, o Grande.

Na ocasião em que essa carta foi escrita, essa Igreja achava-se em uma situação espiritual melindrosa. O processo de declínio de seu pastor fora tão sutil que, nem fora observado” pelos membros.

[1] Um cristão nominal é um cristão apenas no nome. É alguém que acha que é cristão, se diz cristão; talvez sua cultura, sua família, seus antepassados, sejam cristãos – talvez, eles até vão para a igreja; mas não há fome espiritual em suas vidas, não há desejo de conhecer melhor a Deus. Clique no link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. CAPÍTULO II – QUARTA CARTA: A IGREJA DE TIATIRA

“…Ao anjo da igreja”. Não temos notícia acurada sobre quem foi este “anjo” (pastor), a não ser aquilo que se depreende do presente texto. Lídia, vendedora de púrpura, e convertida por Paulo, era dessa cidade (At 16.14). Da conversão de Lídia, que se deu provavelmente no ano 53 d. C. à carta dedicada ao anjo da “igreja de Tiatira”: em 96 d. C., corre um lapso de tempo de 33 anos. Podemos deduzir, ainda que improvável terem sido Lídia e seu esposo, os grandes instrumentos usados por Deus, par o início de formação daquela igreja: talvez um de seus filhos seja o “anjo” (pastor) do texto em foco (cf. At 16.15).

TIATIRA. O nome significa “Sacrifício de trabalho”. Situação Geográfica: A cidade de Tiatira se encrava no pequeno Continente da Ásia Menor. “No fértil vale do rio Lico, acerca de 59 quilômetros a sudeste de Pérgamo, na estrada que ia para Sardes, ficava a pequena mas crescente e rica Tiatira, colônia macedônica, fundada por Alexandre Magno, depois da destruição do Império Persa. Na literatura secular, são encontradas muitas alusões ao comércio de tecidos de púrpura manufaturados em Tiatira, dos quais Lídia era vendedora. Esta carta, à então próspera igreja, foi mais longa em conteúdo de todas as cartas do Apocalipse. Maior, porém, é a mensagem nela contida e também das mais severas”. clique no link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. Capítulo II -SEGUNDA CARTA: À IGREJA DE ESMIRNA

Carta à Igreja de Esmirna.jpgClique na imagem e veja o vídeo!

“…ao anjo da igreja”.

O versículo faz referência à pessoa de Policarpo; anjo/pastor de Esmirna, nasceu em (69 d. C.), e morreu em (159 d. C.).

O nome “Policarpo” significa “muito forte” ou “frutífero”. Policarpo foi discípulo pessoal do Apóstolo João, foi o “principal pastor” da igreja de Esmirna durante o exílio do Apóstolo em Patmos.

“A narrativa de seu martírio é feita por Eusébio[1], em sua História Eclesiástica IV 15 e em Mart. Polyc. caps. 12 e 13, págs. 1037 e 1042. Foi levado à arena, lugar dos jogos olímpicos, um dos maiores teatros abertos da Ásia Menor, parte da qual construção permanece de pé até hoje”. Policarpo, deve ser realmente, o “anjo” do texto em foco, pois as evidências assim o declara (Ec 7.27).

A palavra “mirra”é usada três vezes nos Evangelhos (Mateus 2.11; Marcos 15.23; João 19.39), e significa “amargo” e descreve bem o sofrimento dessa igreja perseguida até a morte. Esmirna é famosa por ser a terra natal de Policarpo (bispo de Esmirna).

Situação Geográfica: esta cidade situa-se no continente da Ásia Menor. Em 1970, Esmirna já contava com cerca de 63000 habitantes e é, atualmente, a principal cidade turca, denominada Izmir. Os muçulmanos chamam-na “Izmir e infiel”. O Rio Meles, famoso na literatura, também era adorado em Esmirna. Próximo à nascente desse rio ficava a caverna onde, dizem, Homero compunha seus poemas.

Com a conquista do Oriente pelos romanos, Esmirna, passou a fazer parte da província romana da Ásia. A cidade de Esmirna, caracterizou-se pela forte oposição e resistência ao cristianismo no primeiro século da nossa era. Em Esmirna, no ano (159 d. C.), Policarpo, seu bispo, foi martirizado.

[1] Eusébio de Cesareia (265 – Cesareia Marítima, 30 de maio de 339) (chamado também de Eusebius Pamphili, “Eusébio amigo de Pânfilo”) foi bispo de Cesareia e é referido como o pai da história da Igreja porque nos seus escritos estão os primeiros relatos quanto à história do cristianismo primitivo. Clique no link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. VERSÍCULOS DE 17 A 20.

“E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto;

Parece ser comum a todos os que veem a “KEVOD” (glória de Deus), cairem a seus pés.

A experiência de João foi extaseante[1] a ponto de João declarar-se como morto.

Quando Deus falava com Jeremias ele se sentia como que embriagado pelo poder de Deus. Ele diz: “Sou como homem embriagado, e como homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa de suas santas palavras” (Jr 23.9). Isso é muito parecido com o que aconteceu no dia PENTECOSTES, quando os discípulos foram considerados embriagados. “E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto”. Atos 2:13.

 Ezequiel teve uma experiência ainda mais forte. “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava”. Ezequiel 1:28.

[1] Estado de alma em que os sentidos se desprendem das coisas materiais, absorvendo-se no enlevo e contemplação interior. Clique no link abaixo e continue lendo…

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Interpretando o Apocalipse – Por Pastor Luiz Antonio. VERSÍCULOS DE 12 A 16.

“…E virei-me para ver quem falava”. A voz poderosa “como de trombeta” que João ouviu anteriormente, faz lembrar a voz que Moisés ouviu no Monte Sinai, (Êx 19.19).

É necessário sempre que os homens se virem de sua posição para verem o Senhor, tal foi também o caso de Moises: “E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima”. Êxodo 3:3

Quando João se vira para ver ele tem sua primeira visão: “sete castiçais de ouro”.

No BEIT HÁ’ MIQUIDASH (o templo dos judeus) no santo lugar também havia um castiçal com sete braços, (Zc 4.2).

Na visão de João os castiçais representavam as sete igrejas, que agora são a luz do mundo (Mt 5.13). Na Nova Aliança o Senhor Jesus interpretou para João que os sete castiçais representam as “sete Igrejas” (v. 20). Clique no link abaixo e continue lendo…

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