Feeds:
Posts

Archive for janeiro \23\UTC 2010

Financiando Missões

 

Na Inglaterra, do século XVIII um sapateiro e pregador leigo chamado William Carey sentiu-se chamado para o trabalho transcultural na índia. Após muito trabalhar Carey conseguiu comprar as passagens e embarcou para o sul da índia numa viagem de 5 meses de navio, juntamente com sua esposa Doroty e cinco filhos, estando o menor com apenas 3 meses de vida. Permaneceu trabalhando naquele país durante 41 anos, traduziu a Bíblia inteira para o bengalês, sânscrito e marathi idiomas locais e o Novo Testamento para varias outras línguas; fundou escolas cristãs, foi usado na conversão de grande número de hindus e na formação de várias Igrejas, além de discipular muitos pregadores nativos.

Sem dúvida ele impactou a índia com a mensagem do evangelho. Porém, nestes 41 anos de trabalho o que poucos sabem é que ele e sua família tiveram tempos críticos: sofreram doenças, mortes, fome, falta de um teto onde dormir; e isto pela falta de sustento financeiro por parte das inúmeras Igrejas inglesas. Entretanto foram as ofertas de duas idosas viúvas e sua capacidade de “fazer tendas” por onde passava que garantiu sua sobrevivência e ministério.

Hoje ele é chamado de “o pai das Missões modernas”, porém, durante a sua vida, foram apenas poucas pessoas que reconheceram em seu entusiasmo a vontade de Deus em alcançar aquele país (Índia).

Certa vez, durante uma palestra sobre Missões numa pequena Igreja, um presbítero se levantou com bastante sinceridade e disse: “Isto tudo é impressionante, porém, nossa Igreja é pequena demais para participar. Nós não temos muito dinheiro”.

A questão central quando se trata de missões não é quanto se tem para dar, se somos ricos ou pobres, mas o desejo por missões é que conta e a oferta ainda que pequena será bem vinda. William Carey financiou sua própria missão porque amava missões e queria ver a Índia salva, porém muitos de nós ainda nem se quer conseguimos ofertar 5,00 reais por mês! Se você orar Deus te ajudará a vencer esta barreira. A Igreja Brasileira precisa ter uma visão do mundo pelo simples fato de que esta é a visão de Deus, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mateus 28 : 19)”. Comumente nossa visão “fecha-se” em torno daquele país ou povo com o qual temos maior afinidade e conhecemos missionários que ali trabalham, sabemos de detalhes sobre a língua, cultura, política etc. muitos dizem: não estamos evangelizando nem nosso próprio País como vamos evangelizar fora?! Mas o fato a ser encarado com maturidade é que Jesus disse: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (Atos 1 : 8)”. A expressão “tanto” e “como” indicam simultaneidade, ou seja fazer missão dentro e fora do país ao mesmo tempo, porque a seara do Senhor não é somente nosso país, mas o mundo! Não podemos ter  visão apenas de África ou Ásia; é necessário termos visão do mundo! Buscarmos sempre as novas fronteiras, os povos ainda não alcançados e os grupos de resistência como janela 10/40; janela brasileira. Não podemos nos conformar com o envolvimento atual e restrito da Igreja com missões: precisamos de mais, sempre mais, até o último povo.

Gostaria de enfatizar, também, que é necessário olharmos de forma especial para os 8.000 Povos Não Alcançados espalhados pelo mundo e se não pudermos ir, vamos financiar quem possa! Creio que a síntese de Paulo a este respeito em Rm. 10 expõe a crise de tais povos:

“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram ? E como ouvirão se não há quem pregue ? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: quão formosos são os pés dos que anunciam cousas  boas”. (Rm 10:13-15). Esta Escritura  fala da salvação para todo que invocar o Senhor; porém, não se pode invocar sem crer; não se pode crer sem ouvir; não se pode ouvir se não há quem pregue; não se pode pregar se não há quem envie. Que povos você acha que havia na mente do apóstolo Paulo quando disse estas palavras? Sem dúvida, era aqueles que ainda não ouviram o evangelho: os povos não alcançados; e creio ser explícito na teologia Paulina a prioridade de tais povos no ministério da Igreja. Esta comissão é urgente, vamos ORAR, OFERTAR E IR, MISSÃO SE FAZ COM CADA CRENTE!

                                                                                                                                                                                                              Pastor Luiz Antonio  –  Diretor de Missões da IPRR

Anúncios

Read Full Post »